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quinta-feira, 3 de maio de 2012

CONHEÇA A AÇÃO DA URTIGA




Urtiga. Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata. Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.

Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A acção urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região.

Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético
As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios.

Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, aurtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças.

Artrite, reumatismo e gota: dosagens
Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia.

Folhas: anemia e hemorragia
As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com acção vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue.

É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga.

Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata
As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus extractos actuam inibindo a enzima 5--reductase, envolvida na conversão da hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extracto de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens).

Segurança e contra-indicações
Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reacção alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extractos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde.

De onde vem a urtiga?
O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou "duas casas", é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas.
Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, actualmente presente em todo o mundo. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, as suas flores são pequenas e verdes. 

Antigamente era assim… 
As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afectados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; actualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama.

Texto: Pedro Lôbo do Vale*
por HN 8 - Harmonia Natural a Sábado, 7 de Janeiro de 2012 às 22:50

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alberto Santos Almeida, Técnico de Medicinas Alternativas


Notas:

  • As urtigas são o melhor remineralizante que existe, é a melhor hortaliça que existe, tanto no paladar como no aproveitamento de vitaminas e minerais...
  • Não há doenças, há doentes
  • geralmente os órgãos que estão mal são o intestino, o figado e os rins, por isso a primeira coisa a fazer é limpar e tratar esses órgãos.
  • A carne de porco e a comida de lavrador dão de comer à doença
  • as urtigas não me curaram, substituíram o que me matava
  • em cada 100 que estão nos hospitais, de 40 a 60 estão lá por causa das vacas turinas
  • o queijo é o alimento mais venenoso que existe ao de cima da terra
  • eu como +/- meio quilo de leguminosas por dia (feijão preto / vermelho)
  • como pouco arroz e pouca massa
  • o que nos mata são as águas de cozer as carnes e as águas das leguminosas são o que faz as dores no corpo (ácido úrico)
  • a unica maneira do ser humano dormir bem é de barriga para o ar porque é o unico sitio onde não há veias para se entupirem é nas costas sem travesseiro para evitar a corcunda.
  • o vinho é a bebida mais mortífera que existe e não é por causa do álcool
  • eu não curo as pessoas, eu ensino as pessoas a curarem-se, porque a pessoa é que fez a doença então ela é que tem de se curar.
  • o cancro no recto em 3 dias cura com clister de sumo de cebola e azeite
  • quem não se cura é porque não sabe comer
  • todo o doente se pode curar desde que deixe de comer a doença
  • Asma cura-se num dia que não coma nada nem beba, no dia seguinte está curado da asma. A asma manifesta-se porque o corpo tem excesso de água. 
  • eu não bebo nada uma hora antes da refeição, durante e 3 ou 4 horas depois, e como nunca tenho sede nem me lembro de beber por isso é que ainda estou vivo.
  • todos os que estão na hemodiálise beberam água a mais. Devemos beber água só quando temos sede.
  • a medicina não trata a causa, trata só a doença. A medicina é o negócio maior do mundo. Não demora 15, 20 anos que a medicina quase que acabou.
  • quanto mais ciência mais doenças, porque a ciência vive da doença.
  • eu como uma lata de feijão com brócolos; arroz com brócolos; arroz com cebola... eu como uma proteína e uma hortaliça. Não devemos misturar o arroz com o feijão porque o suco digestivo só vai estar preparado para o feijão e não vai digerir o arroz.
  • as hortaliças são neutras não precisam de nenhum suco digestivo por isso devemos comer arroz com hortaliças, massa com hortaliça, feijão com hortaliça, carne com hortaliça... 
  • se houver boa digestão não há doença nenhuma
  • problemas de plaquetas são originárias de problemas de coluna e figado, mudando a alimentação resolve o problema
  • Não comer à noite
  • Diabetes não são doeça nenhuma, é comida a mais


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Urtigas



Fazem muito mais do que 'picar'. Contra o piolho negro das faveiras ou das roseiras, por exemplo. Deixar macerar, ao Sol, durante 48 horas, um molho de urtigas num litro de água. Juntar mais 4 litros de água e aplicar com um pulverizador. Insecticida biológico.


Fonte: Quinta Pero Vicente