- Origem: América do Sul
- Familia: Solanacea
- Sexo: Monoico
- Comestivel: Sim (nem sempre foi considerado comestivel)
- Época de sementeira: A partir de Março em viveiros e de preferência em “cama quente” ou abrigo, devido às baixas temperaturas
- Época de plantação: A partir de Maio ao ar livre.
- Como plantar: Deve-se enterrar o caule até ás primeiras folhas para favorecer o enraizamento.
- Compasso: 80 cm entre pés
- Encanamento: Sim para que os frutos não fiquem espalhados no solo sugeitando-se aos fungos e outros
- Rega. Sim, apenas junto ao pé para evitar os fungos.
- Consociações (companheiros de crescimento): cenouras, cebolas, cebolinho e salsa, pois estes companheiros o protegem de inimigos.
- Colheita: Julho, Agosto e Setembro, antes das primeiras chuvas.
- Polinização entre variedades: apenas entre variedades de folha larga e entre as conhecidas por “Coração de Boi”
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Ficha Técnica do Tomate (Lycopersicon lycopersicum)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
MANJERICÃO (Ocimum basilicum)
Existem muitas variedades de manjericão, também conhecido por basílico, com folhas de diversos tamanhos, verdes ou encarnados, e aromas muito distintos, tais como, anis, canela, limão, lima ou cravo-daíndia.
O manjericão genovês, também chamado manjericão mediterrânico ou manjericão grande, é a variedade mais utilizada na cozinha europeia, em especial a italiana. Todas as variedades são plantas anuais, muito aromáticas, que se usam em culinária como tempero de saladas e outros pratos, que quase sempre contêm tomate entre os seus ingredientes.
Cultivo: o manjericão prefere solos arenosos e bem drenados onde deve ser plantado, em pleno sol, à distância de 40 cm entre plantas. Não suporta geadas e temperaturas muito baixas e por essa razão
deve ser levado para dentro de casa, quando plantado em vaso, no princípio do Outono. Desta maneira conseguem-se folhas frescas durante mais alguns meses.
No tempo quente e seco o manjericão precisa de regras abundantes, uma cobertura, com palha ou caruma de pinheiro, ajuda a manter a terra fresca em volta das plantas. Quando plantado perto dos tomateiros desenvolve-se bem e melhora o seu sabor.
Floração: no final do Verão as plantas começam a dar flores brancas, que devem ser cortadas para manter o vigor da planta até ao Outono. Nessa altura deixam-se secar uma ou duas flores por pé, para depois recolher as sementes para os viveiros da Primavera seguinte.
Propagação: As sementes recolhidas no Outono devem ser semeadas em viveiro, em terra leve, em Março/Abril e transplantadas para local definitivo (vaso ou canteiro) em Maio/Junho.
Conservação: As folhas frescas podem ser conservadas no frigorífico durante alguns dias, cobertas de azeite para não oxidarem, ou congeladas (igualmente em azeite) para comer durante o Inverno.
Em casa, colocar um vaso de manjericão perto das janelas ajuda a afastar as moscas e os mosquitos.
Na horta e no jardim, com uma tesoura de poda pequena, ideal para colher as folhas frescas do manjericão e cortar as flores que vão crescendo e se querem eliminar.
Insalata Caprese – Salada de Capri
Tomate e manjericão são uma mistura perfeita que pode ter muitas variantes. Esta salada é um dos melhores exemplos desta combinação.
Ingredientes: tomate maduro, queijo mozarella e folhas de manjericão cortadas, sempre com os dedos e nunca com uma faca.
Tempero: vinagre balsâmico (vinagre italiano), flor de sal e azeite de excelente qualidade.
Pesto di Basillico alla Genovese
Há quem diga que a única maneira de comer o verdadeiro pesto genovese é indo à Ligúria, porque é nessa região da Itália que cresce o manjericão doce e aromático que torna famosas a Riviera italiana. É bem possível que assim seja, mas não é fácil imaginar nada melhor do que um pesto, feito com folhas de manjericão – de produção própria - acabadas de colher. Melhor só mesmo se for comido com massa feita em casa...
Receita: ingredientes para massa feita com 3 ovos ou 500 g de massa de compra 1:
-60 g de folhas de manjericão genovês
fresco;
-4 dentes de alho sem pele 2;
-2 colheres de sopa de pinhões;
-120ml de azeite extra virgem;
-1 colher de chá de sal.
1º- Desfazer com a varinha mágica as folhas do manjericão acabadas de colher (de preferência), os alhos, os pinhões, o azeite e o sal, até se tornar uma massa homogénea e fina.
2º- Colocar esta mistura numa tigela grande e juntar-lhe o queijo parmesão.
3º- Misturar com a massa que entretanto deve cozer al dente.
O pesto deve ser preparado com rapidez e servido de seguida. O manjericão, em contacto com o oxigénio, sofre uma oxidação e torna-se castanho rapidamente.
Por essa razão deve também ser servido numa terrina com tampa. Pode ser guardado no frigorífico 48h, cobrindo a superfície com azeite para que não oxide, ou ainda ser congelado. Em ambos os casos, não se deve juntar o queijo senão na altura de servir.
Notas: - (1) as massas mais indicadas para comer com pesto são fettuccine, fusilli ou esparguete. - (2) os alhos devem obter-se directamente do produtor, nas feiras, ou em locais de vendas de produtos biológicos. Os que se vendem nos supermercados são produzidos de forma industrial, muitas das vezes congelados, e por isso pouco aromáticos.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 2 . nº1 . Abril de 2005
O manjericão genovês, também chamado manjericão mediterrânico ou manjericão grande, é a variedade mais utilizada na cozinha europeia, em especial a italiana. Todas as variedades são plantas anuais, muito aromáticas, que se usam em culinária como tempero de saladas e outros pratos, que quase sempre contêm tomate entre os seus ingredientes.
Cultivo: o manjericão prefere solos arenosos e bem drenados onde deve ser plantado, em pleno sol, à distância de 40 cm entre plantas. Não suporta geadas e temperaturas muito baixas e por essa razão
deve ser levado para dentro de casa, quando plantado em vaso, no princípio do Outono. Desta maneira conseguem-se folhas frescas durante mais alguns meses.
No tempo quente e seco o manjericão precisa de regras abundantes, uma cobertura, com palha ou caruma de pinheiro, ajuda a manter a terra fresca em volta das plantas. Quando plantado perto dos tomateiros desenvolve-se bem e melhora o seu sabor.
Floração: no final do Verão as plantas começam a dar flores brancas, que devem ser cortadas para manter o vigor da planta até ao Outono. Nessa altura deixam-se secar uma ou duas flores por pé, para depois recolher as sementes para os viveiros da Primavera seguinte.
Propagação: As sementes recolhidas no Outono devem ser semeadas em viveiro, em terra leve, em Março/Abril e transplantadas para local definitivo (vaso ou canteiro) em Maio/Junho.
Conservação: As folhas frescas podem ser conservadas no frigorífico durante alguns dias, cobertas de azeite para não oxidarem, ou congeladas (igualmente em azeite) para comer durante o Inverno.
Em casa, colocar um vaso de manjericão perto das janelas ajuda a afastar as moscas e os mosquitos.
Na horta e no jardim, com uma tesoura de poda pequena, ideal para colher as folhas frescas do manjericão e cortar as flores que vão crescendo e se querem eliminar.
Insalata Caprese – Salada de Capri
Tomate e manjericão são uma mistura perfeita que pode ter muitas variantes. Esta salada é um dos melhores exemplos desta combinação.
Ingredientes: tomate maduro, queijo mozarella e folhas de manjericão cortadas, sempre com os dedos e nunca com uma faca.
Tempero: vinagre balsâmico (vinagre italiano), flor de sal e azeite de excelente qualidade.
Pesto di Basillico alla Genovese
Há quem diga que a única maneira de comer o verdadeiro pesto genovese é indo à Ligúria, porque é nessa região da Itália que cresce o manjericão doce e aromático que torna famosas a Riviera italiana. É bem possível que assim seja, mas não é fácil imaginar nada melhor do que um pesto, feito com folhas de manjericão – de produção própria - acabadas de colher. Melhor só mesmo se for comido com massa feita em casa...
Receita: ingredientes para massa feita com 3 ovos ou 500 g de massa de compra 1:
-60 g de folhas de manjericão genovês
fresco;
-4 dentes de alho sem pele 2;
-2 colheres de sopa de pinhões;
-120ml de azeite extra virgem;
-1 colher de chá de sal.
1º- Desfazer com a varinha mágica as folhas do manjericão acabadas de colher (de preferência), os alhos, os pinhões, o azeite e o sal, até se tornar uma massa homogénea e fina.
2º- Colocar esta mistura numa tigela grande e juntar-lhe o queijo parmesão.
3º- Misturar com a massa que entretanto deve cozer al dente.
O pesto deve ser preparado com rapidez e servido de seguida. O manjericão, em contacto com o oxigénio, sofre uma oxidação e torna-se castanho rapidamente.
Por essa razão deve também ser servido numa terrina com tampa. Pode ser guardado no frigorífico 48h, cobrindo a superfície com azeite para que não oxide, ou ainda ser congelado. Em ambos os casos, não se deve juntar o queijo senão na altura de servir.
Notas: - (1) as massas mais indicadas para comer com pesto são fettuccine, fusilli ou esparguete. - (2) os alhos devem obter-se directamente do produtor, nas feiras, ou em locais de vendas de produtos biológicos. Os que se vendem nos supermercados são produzidos de forma industrial, muitas das vezes congelados, e por isso pouco aromáticos.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 2 . nº1 . Abril de 2005
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O TOMATE - Parte I - (Lycopersicon lycopersicum)
Inglês: Tomato
Mas a sua aceitação como fruto comestível foi relativamente recente. Quando Colombo trouxe as primeiras plantas da América, berço da espécie, ele depressa se espalhou pela Europa, mas apenas como planta de jardim, pois era considerado venenoso. A casa de sementes Vilmorin, no seu catálogo de 1760 designa o tomateiro como planta ornamental não comestível, e só um século mais tarde aparece na secção dos legumes.
A origem do tomate parece ser a América do Sul, onde crescia espontaneamente nos campos de milho. No entanto, sabe-se agora ter sido mais vasta a região da sua cultura original, que se estendia para norte, até ao presente México.
Polinização
A polinização do tomate tem sido objecto de controvérsia durante largos anos, entre guardiões de sementes. Uns afirmam a impossibilidade deste se cruzar, e que nunca assistiram a qualquer polinização entre variedades, do mesmo modo que outros clamam que isto acontece com frequência.
Estudos recentes concluem a hibridação entre as variedades de folha larga, semelhante à da batateira, e entre as conhecidas por “Coração de Boi”.
A razão deste fenómeno é explicada pela retracção do estilo para dentro do canudo da antera, impossibilitando a polinização. Esta evolução deve-se à emigração do tomate para norte, e, por consequência, as variedades modernas tornaram-se autopolinizadas (autogâmicas). Enquanto que, por outro lado, as variedades ancestrais mantiveram a faculdade de se polinizarem entre si, devido, precisamente a apresentarem o estilo fora do tubo da antera, o que facilita a fecundação cruzada.
Quem tiver alguma dúvida sobre a autopolinização da variedade que possui, pode munir-se de uma lupa e observar as flores dos seus tomateiros; se o estigma emergir do tubo da antera pode haver cruzamento com outras variedades cultivadas nas proximidades, se forem idênticas quanto à forma de polinização. Durante a floração pode-se abanar de vez em quando as plantas, para favorecer a auto-fecundação.
Como já dissemos, existem inúmeras variedades adaptadas, e ainda continuamos a encontrá-las nas pesquisas efectuadas pelo país. Comercialmente as variedades existentes são, na sua maioria, híbridas. As de polinização aberta são poucas e só se encontram em redes de sementes como a Colher Para Semear.
Entre agricultores o tomate é assunto falado com paixão; cada um recomenda a sua variedade, o que demonstra a sua diversidade e adaptabilidade. O tomate é hoje cultivado desde a África do Sul até à Sibéria.
A coloração do fruto também é muito diversa, do branco ao vermelho escuro, quase negro, ou ainda amarelo, laranja, verde ou rosa. Das mais vulgares e conhecidas por nós contam-se as variedades Coração de Boi, Xuxa, Cereja, De Inverno, Maçã, e Refego, que podem também apresentar diferenças, consoante a proveniência.
Cultura
Porque o tomate precisa de calor durante todo o seu crescimento, a sementeira em viveiro não deve ser feita antes do mês de Março, e de preferência em “cama quente” ou abrigo, devido às baixas temperaturas que por vezes se fazem ainda sentir nessa época do ano. Sempre que possível, devem semearse diferentes variedades de tomate, para adaptar às suas múltiplas utilizações culinárias.
Ao ar livre, é a partir do princípio de Maio que se plantam os tomateiros, em local definitivo. Deve-se enterrar o caule até ás primeiras folhas., para favorecer o enraizamento. Quando atingem cerca de 15 cm de altura estão então prontos a ocupar o seu lugar na horta, que deverá sempre ser ao sol. Para facultar o arejamento das plantas, e assim evitar o aparecimento de míldio, e outras doenças, devem plantar a cerca de 80 cm de distância entre pés. Não esquecer que, em condições favoráveis de desenvolvimento, os tomateiros são plantas robustas e que, certas variedades de trepar, chamadas de crescimento indeterminado, podem atingir mais de 1 m de altura. As outras, de crescimento determinado, são arbustivas mas igualmente vigorosas.
Para que não cresçam desordenadamente, espalhando os seus frutos pelo chão, e ainda para evitar o aparecimento de fungos, é fundamentar colocar-lhes tutores, que podem ser canas – daí o termo encanar – ou quaisquer outras estacas. A estes tutores atam-se depois as plantas com ráfia, tiras de trapos ou qualquer outro material, de preferência biodegradável.
Muitas vezes menosprezadas, as regas são fundamentais para o sucesso desta cultura. Dependendo da natureza dos solos, devem ser mais ou menos frequentes mas, como os tomateiros têm raízes profundas, devem ser sempre regados em abundância.
No entanto com bom senso, pois água em excesso pode originar o aparecimento de rachas nos frutos e torná-los aguados e sem sabor. E uma vez mais, para não favorecer o aparecimento de fungos, tão frequentes nesta cultura, nunca de deve regar os tomateiros por aspersão, mas sim junto ao pé.
Para manter a humidade do solo, evitando gastos desnecessários de água, é fundamental empalhar os tomateiros após a sua plantação.
E por fim, parece ser sabido que “as cenouras amam os tomates”, pois alguém deu este título a um livro sobre consociações de plantas hortícolas. Na horta, e para sua protecção e bom desenvolvimento, os tomateiros devem ainda ser colocados perto de cebolas, cebolinho e salsa. Também as chagas e os cravos de Tunes os protegem, para além de tornarem ainda mais bonitas as hortas de Verão.
Os frutos devem ser colhidos maduros, durante os meses de Julho, Agosto e Setembro. Quando caem as primeiras chuvas, e começa o frio, deve-se apanhar todo o tomate que ainda está nas plantas e guardá-lo, para ir consumindo conforme amadurece.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Julho na Horta - II - Regas, Sachas, Empalhar, Estacar e Transplantar
Na horta, as regas são a tarefa principal durante o mês de Julho, assim como algumas sachas ainda não efectuadas. Empalhar as culturas o mais possível para minimizar o uso de água e também para evitar a erosão nos terrenos mais em declive. No fundo, consolidar o trabalho até aqui realizado. Se ainda não houve tempo para pôr estacas nos tomateiros, há que fazê-lo quanto antes. Para além de servirem de suporte às plantas, nesta altura já com bastantes frutos, colocar tutores favorece o arejamento e minimiza a hipótese de formação de fungos que poderão comprometer a cultura.
Transplantar os últimos alhos-porros, semeados em Fevereiro, e começar com as couves semeadas em Maio.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
Transplantar os últimos alhos-porros, semeados em Fevereiro, e começar com as couves semeadas em Maio.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
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