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segunda-feira, 25 de março de 2013

A visita do piolho 2/2

Existem também plantas que têm acção atraente ou repelente sobre determinadas pragas, como a saponária, que repele caracóis e lesmas, o tomilho-vulgar, que plantado na horta ou jardim, repele a lagarta da couve, o cravo-túnico e as chagas, que repelem a mosca-branca. Todas elas contribuem para a limitação natural destas pragas, sem que tenhamos de recorrer a pesticidas que são nocivos para a saúde e para o meio ambiente.

A visita do piolho 1/2


A utilização do sabão de potássio diluído em água é indicado para controlo do piolho da alface bem como para lagartas e pulgões entre outros insectos.  O alho diluído em água é um excelente anti-fúngico. O enxofre pode ser polvilhado para combater o aranhiço-vermelho nas plantas atacadas, entre outras coisas.


Descobrimos também que as joaninhas são terríveis predadores do piolho da alface ou afídeo verde. Um só exemplar pode devorar centenas destes nefastos insetos. Tentamos "contratar" umas dezenas destas criaturas lindissímas, mas de momento não se encontravam disponíveis.
Ficamos a saber que plantas como a hortelã-pimenta, a calêndula, os loendros e os sabugueiros atraem as joaninhas. Ficam desde já na nossa lista de plantas a adicionar á nossa horta.
Outras plantas, como o funcho, as alfazemas, as heras e até as silvas possuem o mesmo efeito de atracção sobre outros insectos predadores.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Consórcio de hortaliças com plantas medicinais, aromáticas e condimentares


O coentro, consorciado com o tomateiro, reduz os danos da traça  do tomate e, ainda atrai os inimigos naturais de pragas de várias culturas. 
A salva e o alecrim consorciados com as brássicas (repolho, couve-flor, couve e brócolos) repele a borboleta que põe os ovos nas folhas dando origem as lagartas que danificam as folhas. 
A arruda e hortelã consorciada com hortaliças repelem a mosca-branca que ataca diversas hortaliças. A manjerona e erva cidreira repelem os insetos em geral. 
O poejo e a hortelã repelem as formigas. 
A hortelã repele ratos, enquanto que o poejo, arruda, alecrim e salva também repelem traça e outros roedores.

Fonte: http://cultivehortaorganica.blogspot.pt

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dicas para montar hortas ecológicas



 

- Intercalar espécies: para melhorar o uso do solo é interessante misturar, no mesmo canteiro, espécies com características diferentes, como plantas que produzem frutos com plantas que produzem folhas, ou plantas que produzem flores com plantas que produzem raiz.

2 - Usar plantas companheiras: certas plantas gostam da companhia de outras, ajudando-se mutuamente através de reações bioquímicas. Alguns exemplos de grupos de plantas que são companheiras:

Tomate, pimentão ou berinjela + alface ou chicória;
Abóbora, pepino, chuchu ou melão + feijão ou ervilha + milho
Alface ou chicória + cenoura ou rabanete
Berinjela + feijão
Beterraba + couve ou salsão
Cenoura + alface ou tomate
Repolho, brócolis, couve-flor ou repolho + cenoura, beterraba, feijão

3 - Fazer rotação de culturas: é muito importante fazer a rotação nos canteiros, ou seja, evitar o cultivo da mesma planta (ou de plantas da mesma família) sempre no mesmo canteiro. Assim, após o tomateiro não plante pimentão ou berinjela, pois são plantas da mesma família e que são sensíveis às mesmas doenças. Mas pode-se plantar alface ou cenoura ou repolho.

4 - Controlar formigas e lesmas: pode-se evitar que as formigas se aproximem da horta plantando ao redor dos canteiros hortelã, gergelim ou simplesmente espalhando carvão moído, farinha de ossos ou mesmo casca de ovo moído pelas áreas mais atacadas. Para se livrar das lesmas, a forma mais simples é atraí-las com um pano de estopa embebido em água e leite, colocado à noite ao redor das plantas atacadas. Na manhã seguinte as lesmas podem ser recolhidas sob o pano e eliminadas.

- Manter a vegetação espontânea: as plantas chamadas de inços, invasoras ou daninhas são geralmente abrigo para uma série de pequenos insetos e aranhas que são inimigos naturais de diversas pragas. Portanto, quanto mais “limpa” for a horta, maior a chance dela ser atacada por algum inseto.

- Usar plantas repelentes: algumas plantas produzem substâncias químicas que repelem os insetos que se alimentam dos cultivos. Assim, plantas como cravo-de-defunto, crisântemo, arruda, alho, entre outras, podem ser cultivadas próximas da horta como forma de prevenção.

- Usar resíduos orgânicos: grande parte dos resíduos domésticos pode ser utilizada para enriquecer o solo: cinza de fogão à lenha é rica em potássio e casca de ovo em cálcio. Estercos de animais e resíduos de corte de grama e mesmo da horta podem ser usados para fazer adubo através da compostagem ou da minhocultura.

8 - Observar as minhocas: as minhocas, além de fazerem húmus, são ótimas indicadoras da qualidade do solo. Quando falta matéria orgânica ou os canteiros ficam muito secos ou encharcados elas costumam fugir do local indicando que alguma coisa não está boa.

9 - Ter cuidado nas aplicações de produtos: mesmo sendo naturais, os produtos usados para o controle de pragas e doenças na agricultura de base ecológica também podem ser tóxicos e causar alergias e irritações aos humanos. Previna-se usando sempre os equipamentos de proteção individual, como botas, luvas e óculos.

10 - Adaptar idéias: cada horta é um local único, com suas características próprias de solo, clima e biodiversidade. O que dá certo em um local pode não dar em outro, por uma série de motivos muitas vezes imperceptíveis. Visite outras hortas ecológicas e troque experiências com os produtores. Mas lembre-se: o importante não é copiar idéias prontas, mas sim adaptar boas idéias à sua realidade.

Fonte: Portal dia de Campo
http://revistaorganica.blogspot.com

Livro: As Cenouras Amam Os Tomates

de Louise Riotte



Este manual, escrito por uma autora consagrada na área da jardinagem e da horticultura, contem, por ordem alfabética de assuntos, centenas de informações interessantes e úteis que ensinam inúmeras formas de se utilizarem as plantas de modo ecologicamente saudável. Ficara assim a saber, entre muitos outros assuntos, quais as plantas que se podem associar de modo a reduzirem-se os problemas com as culturas e a melhorarem-se as colheitas. Descobrira que:
— a salsa plantada junto aos espargos promove o desenvolvimento destes últimos e plantada junto as cenouras ajuda a repelir a mosca-da-cenoura;
— o tomateiro protege os espargos dos escaravelhos mas inibe o crescimento dos damasqueiros;
— e a salva protege as couves das lagartas e torna-as mais suculentas, mas não deve ser plantada junto do pepino, pois impede o seu desenvolvimento.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

MANJERICÃO (Ocimum basilicum)

Existem muitas variedades de manjericão, também conhecido por basílico, com folhas de diversos tamanhos, verdes ou encarnados, e aromas muito distintos, tais como, anis, canela, limão, lima ou cravo-daíndia.

O manjericão genovês, também chamado manjericão mediterrânico ou manjericão grande, é a variedade mais utilizada na cozinha europeia, em especial a italiana. Todas as variedades são plantas anuais, muito aromáticas, que se usam em culinária como tempero de saladas e outros pratos, que quase sempre contêm tomate entre os seus ingredientes.

Cultivo: o manjericão prefere solos arenosos e bem drenados onde deve ser plantado, em pleno sol, à distância de 40 cm entre plantas. Não suporta geadas e temperaturas muito baixas e por essa razão
deve ser levado para dentro de casa, quando plantado em vaso, no princípio do Outono. Desta maneira conseguem-se folhas frescas durante mais alguns meses.

No tempo quente e seco o manjericão precisa de regras abundantes, uma cobertura, com palha ou caruma de pinheiro, ajuda a manter a terra fresca em volta das plantas. Quando plantado perto dos tomateiros desenvolve-se bem e melhora o seu sabor.

Floração: no final do Verão as plantas começam a dar flores brancas, que devem ser cortadas para manter o vigor da planta até ao Outono. Nessa altura deixam-se secar uma ou duas flores por pé, para depois recolher as sementes para os viveiros da Primavera seguinte.

Propagação: As sementes recolhidas no Outono devem ser semeadas em viveiro, em terra leve, em Março/Abril e transplantadas para local definitivo (vaso ou canteiro) em Maio/Junho.

Conservação: As folhas frescas podem ser conservadas no frigorífico durante alguns dias, cobertas de azeite para não oxidarem, ou congeladas (igualmente em azeite) para comer durante o Inverno.
Em casa, colocar um vaso de manjericão perto das janelas ajuda a afastar as moscas e os mosquitos.
Na horta e no jardim, com uma tesoura de poda pequena, ideal para colher as folhas frescas do manjericão e cortar as flores que vão crescendo e se querem eliminar.

Insalata Caprese – Salada de Capri
Tomate e manjericão são uma mistura perfeita que pode ter muitas variantes. Esta salada é um dos melhores exemplos desta combinação.
Ingredientes: tomate maduro, queijo mozarella e folhas de manjericão cortadas, sempre com os dedos e nunca com uma faca.
Tempero: vinagre balsâmico (vinagre italiano), flor de sal e azeite de excelente qualidade.

Pesto di Basillico alla Genovese
Há quem diga que a única maneira de comer o verdadeiro pesto genovese é indo à Ligúria, porque é nessa região da Itália que cresce o manjericão doce e aromático que torna famosas a Riviera italiana. É bem possível que assim seja, mas não é fácil imaginar nada melhor do que um pesto, feito com folhas de manjericão – de produção própria - acabadas de colher. Melhor só mesmo se for comido com massa feita em casa...
Receita: ingredientes para massa feita com 3 ovos ou 500 g de massa de compra 1:
-60 g de folhas de manjericão genovês
fresco;
-4 dentes de alho sem pele 2;
-2 colheres de sopa de pinhões;
-120ml de azeite extra virgem;
-1 colher de chá de sal.

1º- Desfazer com a varinha mágica as folhas do manjericão acabadas de colher (de preferência), os alhos, os pinhões, o azeite e o sal, até se tornar uma massa homogénea e fina.
2º- Colocar esta mistura numa tigela grande e juntar-lhe o queijo parmesão.
3º- Misturar com a massa que entretanto deve cozer al dente.
O pesto deve ser preparado com rapidez e servido de seguida. O manjericão, em contacto com o oxigénio, sofre uma oxidação e torna-se castanho rapidamente.
Por essa razão deve também ser servido numa terrina com tampa. Pode ser guardado no frigorífico 48h, cobrindo a superfície com azeite para que não oxide, ou ainda ser congelado. Em ambos os casos, não se deve juntar o queijo senão na altura de servir.

Notas: - (1) as massas mais indicadas para comer com pesto são fettuccine, fusilli ou esparguete. - (2) os alhos devem obter-se directamente do produtor, nas feiras, ou em locais de vendas de produtos biológicos. Os que se vendem nos supermercados são produzidos de forma industrial, muitas das vezes congelados, e por isso pouco aromáticos.

Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 2 . nº1 . Abril de 2005