sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Espiral de ervas aromáticas
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O TOMATE - Parte I - (Lycopersicon lycopersicum)
Inglês: Tomato
Mas a sua aceitação como fruto comestível foi relativamente recente. Quando Colombo trouxe as primeiras plantas da América, berço da espécie, ele depressa se espalhou pela Europa, mas apenas como planta de jardim, pois era considerado venenoso. A casa de sementes Vilmorin, no seu catálogo de 1760 designa o tomateiro como planta ornamental não comestível, e só um século mais tarde aparece na secção dos legumes.
A origem do tomate parece ser a América do Sul, onde crescia espontaneamente nos campos de milho. No entanto, sabe-se agora ter sido mais vasta a região da sua cultura original, que se estendia para norte, até ao presente México.
Polinização
A polinização do tomate tem sido objecto de controvérsia durante largos anos, entre guardiões de sementes. Uns afirmam a impossibilidade deste se cruzar, e que nunca assistiram a qualquer polinização entre variedades, do mesmo modo que outros clamam que isto acontece com frequência.
Estudos recentes concluem a hibridação entre as variedades de folha larga, semelhante à da batateira, e entre as conhecidas por “Coração de Boi”.
A razão deste fenómeno é explicada pela retracção do estilo para dentro do canudo da antera, impossibilitando a polinização. Esta evolução deve-se à emigração do tomate para norte, e, por consequência, as variedades modernas tornaram-se autopolinizadas (autogâmicas). Enquanto que, por outro lado, as variedades ancestrais mantiveram a faculdade de se polinizarem entre si, devido, precisamente a apresentarem o estilo fora do tubo da antera, o que facilita a fecundação cruzada.
Quem tiver alguma dúvida sobre a autopolinização da variedade que possui, pode munir-se de uma lupa e observar as flores dos seus tomateiros; se o estigma emergir do tubo da antera pode haver cruzamento com outras variedades cultivadas nas proximidades, se forem idênticas quanto à forma de polinização. Durante a floração pode-se abanar de vez em quando as plantas, para favorecer a auto-fecundação.
Como já dissemos, existem inúmeras variedades adaptadas, e ainda continuamos a encontrá-las nas pesquisas efectuadas pelo país. Comercialmente as variedades existentes são, na sua maioria, híbridas. As de polinização aberta são poucas e só se encontram em redes de sementes como a Colher Para Semear.
Entre agricultores o tomate é assunto falado com paixão; cada um recomenda a sua variedade, o que demonstra a sua diversidade e adaptabilidade. O tomate é hoje cultivado desde a África do Sul até à Sibéria.
A coloração do fruto também é muito diversa, do branco ao vermelho escuro, quase negro, ou ainda amarelo, laranja, verde ou rosa. Das mais vulgares e conhecidas por nós contam-se as variedades Coração de Boi, Xuxa, Cereja, De Inverno, Maçã, e Refego, que podem também apresentar diferenças, consoante a proveniência.
Cultura
Porque o tomate precisa de calor durante todo o seu crescimento, a sementeira em viveiro não deve ser feita antes do mês de Março, e de preferência em “cama quente” ou abrigo, devido às baixas temperaturas que por vezes se fazem ainda sentir nessa época do ano. Sempre que possível, devem semearse diferentes variedades de tomate, para adaptar às suas múltiplas utilizações culinárias.
Ao ar livre, é a partir do princípio de Maio que se plantam os tomateiros, em local definitivo. Deve-se enterrar o caule até ás primeiras folhas., para favorecer o enraizamento. Quando atingem cerca de 15 cm de altura estão então prontos a ocupar o seu lugar na horta, que deverá sempre ser ao sol. Para facultar o arejamento das plantas, e assim evitar o aparecimento de míldio, e outras doenças, devem plantar a cerca de 80 cm de distância entre pés. Não esquecer que, em condições favoráveis de desenvolvimento, os tomateiros são plantas robustas e que, certas variedades de trepar, chamadas de crescimento indeterminado, podem atingir mais de 1 m de altura. As outras, de crescimento determinado, são arbustivas mas igualmente vigorosas.
Para que não cresçam desordenadamente, espalhando os seus frutos pelo chão, e ainda para evitar o aparecimento de fungos, é fundamentar colocar-lhes tutores, que podem ser canas – daí o termo encanar – ou quaisquer outras estacas. A estes tutores atam-se depois as plantas com ráfia, tiras de trapos ou qualquer outro material, de preferência biodegradável.
Muitas vezes menosprezadas, as regas são fundamentais para o sucesso desta cultura. Dependendo da natureza dos solos, devem ser mais ou menos frequentes mas, como os tomateiros têm raízes profundas, devem ser sempre regados em abundância.
No entanto com bom senso, pois água em excesso pode originar o aparecimento de rachas nos frutos e torná-los aguados e sem sabor. E uma vez mais, para não favorecer o aparecimento de fungos, tão frequentes nesta cultura, nunca de deve regar os tomateiros por aspersão, mas sim junto ao pé.
Para manter a humidade do solo, evitando gastos desnecessários de água, é fundamental empalhar os tomateiros após a sua plantação.
E por fim, parece ser sabido que “as cenouras amam os tomates”, pois alguém deu este título a um livro sobre consociações de plantas hortícolas. Na horta, e para sua protecção e bom desenvolvimento, os tomateiros devem ainda ser colocados perto de cebolas, cebolinho e salsa. Também as chagas e os cravos de Tunes os protegem, para além de tornarem ainda mais bonitas as hortas de Verão.
Os frutos devem ser colhidos maduros, durante os meses de Julho, Agosto e Setembro. Quando caem as primeiras chuvas, e começa o frio, deve-se apanhar todo o tomate que ainda está nas plantas e guardá-lo, para ir consumindo conforme amadurece.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
O TOMATE - Parte II - (Lycopersicon lycopersicum)
Colheita de sementes
As sementes de tomate devem ser recolhidas de frutos bem maduros aos quais se espreme o conteúdo, depois de cortados ao meio, para dentro de uma tigela. No caso de haver mais do que uma variedade, convém rotular as diferentes tigelas, que se colocam num local quente, à sombra.
Ao fim de 2 a 3 dias formar-se-á uma película de bolor à superfície de onde resulta uma fermentação que destruirá a película gelatinosa que envolve as sementes, o que será benéfico para a sua futura germinação.
Este processo origina um cheiro nauseabundo, razão pela qual não se deve realizar dentro de casa.
Depois de 3 a 4 dias no máximo, deve retirar-se o manto de bolor, adicionar água e passar por um crivo, esfregando levemente as sementes até estarem limpas.
Por fim espalhá-las, numa só camada, num prato de loiça ou outra superfície, que não deve ser nunca de madeira nem de papel para não aderirem. Depois de umas horas, convém esfregar as sementes para se soltarem umas das outras.
Uma grama contém entre 300 a 400 sementes. A sua viabilidade é muito variável, e pode ir de 4 a 10 anos, conforme as variedades.
Usos culinários O tomate, com a sua dupla identidade de fruto/legume, consegue reunir uma enorme diversidade de usos na cozinha.
Pode ser transformado em compotas e sumos, sendo, no primeiro caso, importante juntar-lhe o aroma da canela. Como sumo pode ser bebido simples ou temperado.
É um ingrediente importante na confecção de sopas e guisados, e no Alentejo, faz parte da receita de algumas açordas. Mas também pode não ser de todo transformado e comido cru, simplesmente em saladas.
Neste caso, para além dos vulgares temperos, fica especialmente bem quando aromatizado com manjericão fresco, orégãos ou cebolinho.
De notar que, ao contrário do que acontece muitas vezes entre nós, em especial nas saladas, o tomate não deve ser utilizado quando ainda está verde. Esta sua coloração deve-se à presença de um alcalóide, a solalina, que é tóxico e não deve, por isso, ser ingerido.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
As sementes de tomate devem ser recolhidas de frutos bem maduros aos quais se espreme o conteúdo, depois de cortados ao meio, para dentro de uma tigela. No caso de haver mais do que uma variedade, convém rotular as diferentes tigelas, que se colocam num local quente, à sombra.
Ao fim de 2 a 3 dias formar-se-á uma película de bolor à superfície de onde resulta uma fermentação que destruirá a película gelatinosa que envolve as sementes, o que será benéfico para a sua futura germinação.
Este processo origina um cheiro nauseabundo, razão pela qual não se deve realizar dentro de casa.
Depois de 3 a 4 dias no máximo, deve retirar-se o manto de bolor, adicionar água e passar por um crivo, esfregando levemente as sementes até estarem limpas.
Por fim espalhá-las, numa só camada, num prato de loiça ou outra superfície, que não deve ser nunca de madeira nem de papel para não aderirem. Depois de umas horas, convém esfregar as sementes para se soltarem umas das outras.
Uma grama contém entre 300 a 400 sementes. A sua viabilidade é muito variável, e pode ir de 4 a 10 anos, conforme as variedades.
Usos culinários O tomate, com a sua dupla identidade de fruto/legume, consegue reunir uma enorme diversidade de usos na cozinha.
Pode ser transformado em compotas e sumos, sendo, no primeiro caso, importante juntar-lhe o aroma da canela. Como sumo pode ser bebido simples ou temperado.
É um ingrediente importante na confecção de sopas e guisados, e no Alentejo, faz parte da receita de algumas açordas. Mas também pode não ser de todo transformado e comido cru, simplesmente em saladas.
Neste caso, para além dos vulgares temperos, fica especialmente bem quando aromatizado com manjericão fresco, orégãos ou cebolinho.
De notar que, ao contrário do que acontece muitas vezes entre nós, em especial nas saladas, o tomate não deve ser utilizado quando ainda está verde. Esta sua coloração deve-se à presença de um alcalóide, a solalina, que é tóxico e não deve, por isso, ser ingerido.
Fonte: GORGULHO - Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola
COLHER PARA SEMEAR – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais
ano 4 . nº6 . Verão de 2007
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Osho - Estou aqui para seduzi-lo a um amor pela vida
"Estou aqui para seduzi-lo a um amor pela vida; para ajudá-lo a tornar-se um pouco mais poético; para ajudá-lo a morrer para o mundano e para o ordinário, de modo que o extraordinário exploda em sua vida."
Osho
Osho
Osho - Eu não sou um messias e não sou um missionário
"Eu não sou um messias e não sou um missionário. E não estou aqui para estabelecer uma igreja ou para dar uma doutrina para o mundo, uma nova religião, não. Meu esforço é totalmente diferente: uma nova consciência, não uma nova religião, uma nova consciência, não uma nova doutrina. Chega de doutrinas e chega de religiões! O homem necessita de uma nova consciência. E a única maneira de trazer uma nova consciência é continuar martelando por todos os lados para que lenta, lentamente nacos de sua mente se desprendam. A estátua de um Buda está oculta em você. Nesse momento você é uma rocha. Se eu continuar martelando, cortando fora pedaços de você, lenta, lentamente o buda surgirá"
Osho
Osho
Dalai Lama - Osho é um mestre iluminado
“ Osho é um mestre iluminado que está trabalhando com todas as possibilidades para ajudar a humanidade superar uma fase difícil no desenvolvimento da consciência”.
Dalai Lama
Dalai Lama
Dalai Lama - É muito melhor perceber um defeito em si mesmo
É muito melhor perceber um defeito em si mesmo do que dezenas nos outros, pois o seu defeito você pode mudar
Dalai Lama
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