quinta-feira, 30 de maio de 2013

Semear e Plantar com a Lua

Semear e Trabalhar com a Lua é considerar as plantas como organismos vivos, e não como objetos inanimados.

Fase da Lua

Na produção de alimentos, a influência da lua sobre as plantas é conhecida pelos agricultores desde a antiguidade. É milenar o conhecimento que os chineses detêm, por exemplo, sobre o corte do bambu e madeira: a ser realizado entre lua minguante e a nova, quando o teor de seiva e humidade dentro dos troncos é menor. Usando este conhecimento é possível trabalhar com o ritmo da Natureza e usá-lo em beneficio da plantas.
A lua passa por quatro fases: minguante, nova, crescente e cheia. Cada fase dura sete dias.

Lua crescente

Fase em que a seiva é atraída para cima, para as folhas, favorecendo o crescimento da parte superior da planta.
Periodo favorável ao plantio de cereais, frutas e flores e colheita de verduras.
Boa época para se fazer enxertos e preparar o solo com compostos e cobertura vegetal (mulch).

Lua cheia

Colher plantas medicinais e frutos -  os frutos estão mais suculentos devido a maior quantidade de seiva encontrada nos frutos. Plantio desaconselhado.

Lua minguante

Nesta fase a força da seiva diminui, indo para a parte inferior da planta.
Iniciar o plantio de plantas de raízes, como a beterraba, cenoura, cebola, batata… Colher as raízes e vagens pois a planta encontra-se com menos seiva o que facilita a cozedura, para colher milho, abóbora e outros para armazenamento porque resiste mais ao ataque de caruncho.
Boa época para podar.
Colher as sementes uns dias antes da Lua Nova.

Lua nova

Nesta fase a seiva atinge o seu pico máximo de retrocesso.As plantas têm baixa resistência às pragas. Plantio desaconselhado.
Do que precede tiramos as regras seguintes: que entre a lua minguante e a nova deve ser plantado tudo o que dá “abaixo do solo” (raízes, tubérculos, rizomas e bulbos comestíveis) e, que entre a lua crescente e a cheia, deve-se plantar tudo o que dá “acima do solo” (folhas, flores e frutos comestíveis).

A lua biodinâmica

Também a relação entre a lua e as constelações determina o que deveremos fazer no campo (e também em casa!).
Existe uma relação entre a posição em que a lua se encontra nas constelações e os órgãos das plantas que se encontram em maior actividade.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento fogo (carneiro, leão, sagitário) estamos num dia de fruto e por isso é o fruto da planta que está mais potencializado. É por isso altura para trabalhar as culturas que nos darão o fruto – as courgetes, os tomates, as abóboras,… É também nestes dias que deveremos fazer as podas para que possamos ter frutos vigorosos.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento terra (touro, virgem, capricórnio) estamos num dia raiz e por isso são as raízes que estão mais activas. Nestes dias devemos semear, transplantar e cuidar de vegetais de raiz ou tubérculos.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento água (caranguejo, escorpião, peixes) o dia é chamado de folha e por isso são os vegetais de folha a quem devemos dar particular atenção – couves, alface, salsa,…. Para a colheita deste tipo de vegetais é preferível, no entanto, escolher dias de fogo ou ar para que eles se conservem melhor.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento ar (gémeos, balança, escorpião) deveremos tratar das plantas das quais estamos interessados em obter as flores como por exemplo a couve-flor, os bróculos e as flores em particular.

Fonte: http://ser.sustentavel.com.pt

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Contra Especulações Metafísicas


Certa vez, na floresta Simsapa do Kosambi (perto de Allahabad), pegando algumas folhas na mão, perguntou aos discípulos:

Que pensais, bhikkhus? Quais as mais numerosas? Essas poucas folhas na minha mio, ou as que estão na floresta?

Senhor, certamente as folhas da floresta são muito mais numerosas!

Da mesma forma, bhikkhus, do que sei não disse tudo e o que não divulguei é muito mais. E por que eu não lhes disse? Porque isto não é útil e não conduz ao Nirvana. (Samyutta-Nikaya.)

O Mestre comparava o número das coisas por ele ensinadas ao número das folhas de uma só árvore, e o número das coisas que lhe foram reveladas ao sem-número imenso das folhas de toda a floresta. Da mesma forma, Buda não discutia questões metafísicas, pois são puramente especulativas e só criam problemas imaginários. Ele as considerava "um deserto de opiniões".

Malunkyaputra, um de seus discípulos, não se conformando com essa atitude, fez ao Mestre as clássicas perguntas sobre problemas metafísicos, entre as quais as seguintes:

Senhor, quando estava meditando, veio-me este pensamento: o universo é eterno ou não é eterno? O universo é finito ou infinito? A alma é uma coisa e o corpo outra coisa? Existe o após a morte ou não existe o após a morte, ou ambas as coisas simultaneamente existem ou não após a morte? O Sublime não me explicou esses problemas; se o Senhor sabe que o universo é eterno, explique-me, mas se não sabe, seja franco em dizer: "Não sei, ou não vejo." [A resposta dada é de grande utilidade para muitos, que até hoje perdem um tempo precioso em questões metafísicas dessa natureza, perturbando inutilmente a paz de suas mentes.]

Disse eu alguma vez: "Vem, Malunkyaputra, leva uma vida pura sob minha direção, que eu te explicarei todas essas questões?" Ou você mesmo me perguntou: "Se eu levar uma vida pura sob sua direção, terei as respostas às minhas perguntas?"

Não, Senhor!

Malunkyaputra, se alguém disser: "Não levarei uma vida santa sob a direção do Sublime, até que ele me elucide essas questões", morrerá certamente antes de receber a resposta desejada do Tathagata.

Prosseguindo, Buda deu o seguinte exemplo: se um indivíduo, ferido por uma flecha envenenada, fosse levado por seus amigos e parentes a um cirurgião e dissesse: "Não deixarei extrair esta flecha antes de saber quem a disparou, se um ksatrya [casta dos guerreiros], ou um brahmana [casta dos sacerdotes], um vaisya [casta de mercadores] ou sudra [casta inferior dos camponeses], qual seu nome, qual o nome de sua família, se é alto, baixo ou de estatura mediana, qual a cor de sua tez, de que aldeia ou cidade veio. Não permitirei extrair esta flecha antes de saber com que espécie de arco foi disparada, antes de saber que corda foi empregada nesse arco, antes de saber que penas foram utilizadas na flecha, antes de saber de que material foi feita a ponta da flecha", como terminaria isto, monges? Esse homem morreria certamente sem saber todas essas coisas. Assim também, Malunkyaputra, quem disser: "Não levarei a vida pura sob a direção do Sublime até que ele me explique se o universo é ou não eterno etc., etc — certamente morrerá sem que o Mestre lhe tenha explicado essas questões.

Buda explicou a Malunkyaputra que a vida espiritual não depende de opiniões metafísicas. Qualquer que seja a opinião sobre esses problemas, existe sempre o nascimento, a velhice, a decrepitude, a morte, a desgraça, as lamentações, a dor, a angústia. — "Logo, declaro: a cessação de tudo isto é o Nirvana ainda nesta vida."

Por conseguinte, Malunkyaputra, considere explicado o que expliquei, e o que não expliquei, como não-explicado. Não esclareci se o universo é eterno, ou não é, etc., etc., porque não é útil e não está fundamentalmente relacionado com a vida espiritual, não conduzindo ao desapego, à cessação, à tranqüilidade, à penetração profunda, à realização, ao Nirvana. Estes são os motivos pelos quais não falei. Que foi que expliquei? Expliquei a existência do sofrimento, o aparecimento ou origem do sofrimento, a cessação do sofrimento e o caminho que conduz à cessação do sofrimento. E por que expliquei isto? Porque é útil e está fundamentalmente relacionado à vida espiritual que conduz ao desapego, à cessação, à tranqüilidade, à penetração profunda, à libertação, ao Nirvana. 1

Buda não ensinava o objeto do Conhecimento, mas os meios para chegar a ele. Só a Iluminação poderia responder as perguntas; os ensinamentos de Gautama Buda, como vimos e veremos no decorrer deste estudo, são pura ciência, moral, psicologia e filosofia de vida, e nada têm a ver com conceitos religiosos. É uma doutrina que leva o indivíduo à Correta Compreensão pela análise e meditação.



Texto extraído do livro
"Budismo: Psicologia do Autoconhecimento"
de Georges da Silva e Rita Homenko
.

Fonte: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=502

segunda-feira, 25 de março de 2013

A visita do piolho 2/2

Existem também plantas que têm acção atraente ou repelente sobre determinadas pragas, como a saponária, que repele caracóis e lesmas, o tomilho-vulgar, que plantado na horta ou jardim, repele a lagarta da couve, o cravo-túnico e as chagas, que repelem a mosca-branca. Todas elas contribuem para a limitação natural destas pragas, sem que tenhamos de recorrer a pesticidas que são nocivos para a saúde e para o meio ambiente.

A visita do piolho 1/2


A utilização do sabão de potássio diluído em água é indicado para controlo do piolho da alface bem como para lagartas e pulgões entre outros insectos.  O alho diluído em água é um excelente anti-fúngico. O enxofre pode ser polvilhado para combater o aranhiço-vermelho nas plantas atacadas, entre outras coisas.


Descobrimos também que as joaninhas são terríveis predadores do piolho da alface ou afídeo verde. Um só exemplar pode devorar centenas destes nefastos insetos. Tentamos "contratar" umas dezenas destas criaturas lindissímas, mas de momento não se encontravam disponíveis.
Ficamos a saber que plantas como a hortelã-pimenta, a calêndula, os loendros e os sabugueiros atraem as joaninhas. Ficam desde já na nossa lista de plantas a adicionar á nossa horta.
Outras plantas, como o funcho, as alfazemas, as heras e até as silvas possuem o mesmo efeito de atracção sobre outros insectos predadores.

terça-feira, 19 de março de 2013

5 Dicas de Como Escrever Poesias



"Após muito estudo, muitos poemas escritos e muita leitura, tenho a felicidade de estar publicando 5 dicas essenciais para se escrever poesia, as dicas são úteis tanto para iniciantes como para pessoas que já escrevem a algum tempo, eu mesmo aprendi muito escrevendo estas dicas, espero que gostem! Se você tiver um Blog ou Site de Poesias, peço que ajude a divulgar este post, pois o considero de grande importância para todos nós que gostamos de Poesias. Grande Abraço a Todos, Lauro Daniel.

1º Função Poética - Uma Poesia para ser poesia precisa de função poética, ou seja, metáforas, linguagem em sentido figurado, por exemplo: Se eu dizer: Minha Linda namorada... Isto não é poesia, porque não há função poética, não há metáforas, palavras em sentido figurado; Agora, caso eu diga: Minha Linda flor ..., isto sim será uma poesia, porque estou usando a palavra flor para designar uma pessoa, no sentido de "como uma flor", ou seja, sentido figurado, estou fazendo uma comparação, uma metáfora.


2º Rimas - Embora uma poesia não precise ter rimas para ser poesia, é uma das coisas que mais embelezam e tornam agradável a leitura de uma poesia, vale lembrar que as rimas devem ser usadas de forma correta e sem exageros, exceto em alguns casos. Deve-se também tomar o cuidado para que as rimas sejam sempre o mais ricas e originais possíveis.


3º Emoção - A poesia tem sua beleza em encantar quem lê, emocionar. Por este motivo outra dica é "falar com o coração" em seus versos, escrever sobre aquilo que sente com relação a determinado tema, acontecimento ou pensamento.


4º Palavras bonitas e originais - Outra coisa muito importante para uma poesia ser bela, é o uso de palavras originais, das quais não são usadas no dia a dia, porém não se deve colocar palavras rebuscadas demasiadamente, pois o leitor não entenderá nada e nem conseguirá ler direito, seu poema acabará perdendo toda a graça. Você deve procurar usar palavras que são pouco usadas, porém que são conhecidas, que o leitor poderá pronuncia-la sem se enrolar.


5º Não importa se é prosa ou verso - Muitos pensam que uma poesia é um texto escrito em versos e com rimas, mas na verdade não importa qual a opção de escrita, você deve escrever da forma que se sente mais a vontade."

Read more: http://mundo-das-poesias.blogspot.com/2009/11/5-dicas-de-como-escrever-poesias.html#ixzz2O1nAxa2M

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Feijão à Moda Ser Vegana (vegana)



Feijão à Moda Ser Vegana (vegana)

Ingredientes

250 g de feijão vermelho (demolhado de um dia para o outro)
1 e 1/2 xícara de abóbora picada
1/2 xícara de nabo picado
1/2 xícara de cenoura picada
1/2 xícara de broto de bambu cozido picado
2 salsichas vegetais picadas em pedaços grandes
1/4 de xícara de tofu defumado picado em pedaços médios
1 folha de louro grande
2 dentes de alho grandes picados
1/2 cebola picada
1/2 xícara de tofu firme picado
Azeite a gosto
Sal a gosto

Preparo

Escorra o feijão que ficou de um dia para o outro na água. Coloque nova água, acrescente sal e cozinhe até estar mole (na pressão é rápido). Em outra panela, refogue o alho e a cebola. Acrescente o tofu defumado, a salsicha, o nabo, a cenoura o tofu firme e a abóbora. Deixe que os sabores se fundam por uns minutinhos. Acrescente o feijão, com a água do cozimento. Acrescente o louro e deixe ferver até que os legumes estejam bem moles e o caldo esteja grosso. Sirva.

Fonte: Receita e foto do blog Ser Vegana

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E AS PROTEÍNAS?




- Uma dieta vegetariana fornece todos os tipos de proteínas necessários para uma alimentação saudável.

Sementes: linhaça, abóbora, girassol.

Grãos:(todas as leguminosas) ervilhas, feijões, lentilhas, grão de bico, tremoço, soja

Oleaginosas: Nozes, amêndoas, Castanha-do-pará, castanhas de caju, avelãs, pinhões, amendoins, ...

Cereais e pseudo cereais: quinoa, millet, bulgur, trigo (pães, massa), aveia, centeio, milho, arroz.

Derivados da Soja: tofu, tempeh, proteína texturizada de soja (PTS), leite de soja.

CARBOIDRATOS



Os Hidratos de Carbono, mais conhecidos como Carboidratos são formados por: Carbono, Hidrogênio e oxigênio. É a principal fonte de energia da alimentação de todos os povos, segundo o WHO (Organização Mundial da Saúde) temos a necessidade de consumir, de 55-75% de carboidratos/dia. Grande parte dos carboidratos são de origem vegetal e cada grama de carboidrato fornece 4 calorias.
Encontramos esse macronutriente em cereais, tubérculos, raízes, frutos e lacticínios. Ou seja, vegetarianos e veganostem uma gama grande de alimentos onde encontrar os carboidratos. Porém, há a necessidade de tomar cuidado com o excesso de ingestão deste nutriente, grandes quantidades podem fazer com que a pessoa engorde.

É bom evitar os carboidratos de rápida absorção, simplificando, os AÇÚCARES SIMPLES (monossacarídeos). Estes são rapidamente absorvidos pelo organismo, levando o indivíduo a querer comer mais vezes ao dia. A não ser que esteja praticando atividade física e necessite de muita energia.
A falta de carboidratos no organismo pode levar a doenças. Pessoas que consomem este nutriente em quantidade insuficiente constumam ser mais estressadas, extremamente mau-humoradas, depressivas, enxaqueca constante.. Entre outros sintomas bastante ruins (digo isso por experiência própria).

Não é díficil de dosar a quantidade de carboidratos que consumimos, segundo a pirâmide alimentar vegana, precisamos consumir de 6 à 11 porções por dia, é bastante, acredite!
Dá para comer pão, arroz, cereal, batatas, macarrão.. Em um único dia, porém é só não exagerar nas quantidades!

Lembrando que: o consumo de cereais integrais é melhor ainda! “Seguram” a fome por mais tempo, por serem mais “complexos” demoram mais para serem digeridos. Também ajudam as pessoas que tem prisão de ventre.
Não é difícil comer bem e a vontade, é só não exagerar.

http://vegetarianismoveganismo.wordpress.com/nutricao-vegetarianavegana/nutricao-vegetariana-carboidratos/


QUESTÃO

---- Açucar mascavado ou frutose??

A Paula Soveral aconselha e informa:
- a frutose é agressiva para o fígado, acidifica o sangue, é cancerígena, como todos os açúcares.
- a frutose enquanto açúcar natural na fruta é de absorção lenta; a frutose industrial é igual ao açúcar branco! o malte de cevada é dos poucos adoçantes saudáveis mas tem esse "problema", adoça pouco! para gulosos .... não satisfaz! mas que é muito saudável, lá isso é!
- açúcares de absorção lenta: fruta, cereais integrais, vegetais doces (abóbora, cenoura, cebola, nabo). Este açúcar devia ser-nos suficiente. Porque necessitamos do outro? porque os níveis de açúcar no sangue não estão equilbrados; qd se tem uma alimentação muito Yang e pobre em hidratos de carbono complexos, "cai-se" facilmente na ingestão de hidratos de carbono simples (açúcares, cereais refinados, batatas, alcool, etc - tudo isto se transforma em açúcar acidificando o sangue e saturando o fígado). Quando se come diariamente cereais integrais, vegetais doces e vegetais verdes tem-se menos apetência por açúcares simples.

https://www.facebook.com/profile.php?id=647125476
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Hidratos de Carbono
por Francisco Varatojo

A base da nossa alimentação diária deve consistir de hidratos de carbono mas nem todos os hidratos de carbono são iguais - batatas, arroz branco, arroz integral ou açúcar não têm de todo o mesmo efeito.
Ao longo dos anos a ciência nutricional tem vindo a alterar substancial e quase radicalmente as suas recomendações: no início do estudo da nutrição os alimentos proteicos foram eleitos como "a nata" dos nutrientes, uma vez que a proteína é utilizada para formar tecido corporal.
Os diferentes estudos epidemiológicos efectuados nas últimas décadas mostraram no entanto que um consumo elevado de proteína pode contribuir para imensos problemas e actualmente recomenda-se que a base da alimentação consista em hidratos de carbono.
A famosa roda dos alimentos utilizada como modelo nutricional adequado está em completo desuso e o modelo nutricional mais moderno, aprovado em 1992 pelo Ministério da Agricultura Americano é a Pirâmide Alimentar que tem na sua base cereais como alimento principal. É interessante notar que a Roda dos Alimentos foi financiada pela indústria do gado bovino e dos produtos lácteos e que a Pirâmide Alimentar demorou imensos anos a ser aprovada pelo Governo Americano devido a um "lobbying" intenso da indústria alimentar e farmacêutica.
Mas, se a base da nossa alimentação diária deve consistir de hidratos de carbono, nem todos os hidratos de carbono são iguais - batatas, arroz branco, arroz integral ou açúcar não têm de todo o mesmo efeito, apesar de todos estes alimentos serem tecnicamente hidratos de carbono ou açúcares.

Os hidratos de carbono, ou glúcidos ou açúcares constituem a nossa principal fonte de energia, mas para além de servirem para "queimar" (como a lenha numa lareira) têm outras funções importantes:
* Os hidratos de carbono são o melhor combustível para as células, proporcionam a energia química necessária para as funções corporais, exercício muscular, manutenção da temperatura, digestão e assimilação de nutrientes, entre outras.
* Fazem parte dos ácidos nucleicos - ADN e ARN - que servem para conservar e transmitir a informação genética e das membranas celulares.

Dum ponto de vista estrutural quando falamos de hidratos de carbono podemos estar a referir tipos diferentes de açúcares:

- Monosacáridos - frutose (presente no mel e nas frutas), glicose (fruta, mel, alguns vegetais) e galactose.

- Disacáridos - Lactose (leite), sacarose (açúcar), maltose (obtida por hidrólise dos amidos).

- Polisacáridos - Glicogénio, amido, dextrina e celulose.

Generalizando, chamam-se aos monosacáridos e aos disacáridos açúcares simples (apenas uma ou duas moléculas) e aos polisacáridos, açúcares complexos (muitas moléculas).

Existe uma enorme diferença entre ingerirmos açúcares simples ou complexos e devemos comer maioritariamente açúcares complexos.
Apesar de no final do processo digestivo todos os hidratos de carbono se converterem em açúcares simples, quando comemos hidratos de carbono complexos (presentes nos cereais, vegetais, leguminosas) o desdobramento dos açúcares é mais lento, o que nos vai dando energia gradual e uma maior estabilidade emocional.

Quando comemos maioritariamente açúcares simples (presentes no açúcar, mel, frutos, etc.) obtemos energia mais rapidamente, mas assim que o pâncreas detecta níveis mais altos de açúcar no sangue segrega insulina e os níveis baixam muito rapidamente podendo criar uma hipoglicemia reactiva; a ingestão excessiva de açúcares simples cria também um comportamento emocional muito mais instável uma vez que as nossas emoções estão intimamente ligadas com as flutuações de açúcar no sangue.

Para além disso, se comemos os hidratos de carbono com fibra (como por exemplo nos cereais integrais e nos vegetais), a assimilação é ainda mais lenta, criando um fornecimento constante de açúcar na corrente sanguínea.


Assim, podemos também classificar os hidratos de carbono segundo a velocidade com que são absorvidos nos intestinos:

De absorção muito rápida: Sumos de frutas, mel, açúcar, melaço...

De absorção rápida: Fruta (diferente de sumos de fruta porque a fruta tem fibra associada), polisacáridos refinados (pão branco, arroz branco, farinhas refinadas).

De absorção lenta: cereais integrais e derivados, vegetais e leguminosas.

Uma vez que referi o efeito da fibra na assimilação dos açúcares, gostaria também de mencionar que a fibra presente nos alimentos ajuda a baixar o colesterol, regula os níveis de glicose (açúcar) no sangue, dá consistência às fezes. Devemos comer a fibra no seu estado natural (em conjunto com os alimentos que a contêm) e não duma forma isolada (sob a forma de farelos ou outros) porque a fibra em excesso pode prejudicar a absorção de minerais e vitaminas e provocar diarreia, dores intestinais ou flatulência em pessoas com sistemas digestivos mais sensíveis.


Como conclusão:
1. A maioria da nossa alimentação deve consistir de hidratos de carbono.
2. Devemos comer uma percentagem maior de hidratos de carbono complexos do que de hidratos de carbono simples. (é preferível evitar completamente o açúcar e adoçantes sintéticos). Os alimentos que têm hidratos de carbono complexos são os cereais, as leguminosas e os vegetais; as batatas sobem os níveis de açúcar muito depressa e não são de todo a melhor forma de ingerirmos açúcares.
3. É melhor comermos os cereais na sua forma integral ou semi-integral do que na sua forma refinada.

Maltose 138 Massas 55
Glicose 100 Arroz integral 50
Puré de batatas 90 Flocos de aveia 40
Sacarose 75 Pão integral 35
Pão branco 70 Produtos lácteos 35
Batatas cozidas 70 Lentilhas 30
Bolachas 70 Grão de bico 30
Milho 70 Massas integrais 30
Arroz branco 70 Fruta 20
Beterraba 65 Vegetais 15
Banana 60

Índice glicémico de diferentes alimentos - o índice glicémico indica a rapidez com que um hidrato de carbono sobe os níveis de glicose (açúcar) no sangue; quanto mais processado, refinado é um alimento mais alto é o índice glicémico; neste caso é mais fácil ter hipoglicemias reactivas ou no caso dos diabéticos ter hiperglicemias (níveis de açúcar elevados).

(tabela extraída do livro "El Equilibrio a través de la Alimentacion" de Olga Cuevas Fernández
http://www.e-macrobiotica.com/artigos_e_multimedia/artigos/alimentacao/


Macrobióticos usam:
Mel
Malte de Arroz
Malte de Cevada
Malte de trigo
Geleia de milho
Amasake
Frutose
Melaço

Nem açucar nem adoçantes.

Fonte: https://www.facebook.com/VEGetariANOSPortugueses

LÍPIDOS



Os lípidos/lipídios, gorduras ou trigicerídeos fazem parte de todas as dietas, é um ótimo ingrediente pois dásabor e textura as preparações. Porém, cada grama equivale a 9 calorias, por isso o seu consumo deve ser moderado. É formado principalmente por: carbono, hidrogênio e oxigênio. Não é solúvel em água, por isso que se acumulam no tecido adiposo. Seguindo o WHO (Organização Mundial da Saúde) temos a necessidade de consumir, de 15-35% de lipídios/dia. Os lipídios podem ser de fonte animal ou vegetal, encontramos este macronutriente em: óleos vegetais, oleaginosas, margarinas, bolachas, manteiga, frituras..

O organismo utiliza os lipídios como combustível reserva. Por este motivo que as pessoas que cortam o consumo de carboidratos emagrecem “mais” rápido, a gordura que está armazenada é queimada para a obtenção de energia. As funções da gordura no organismo são: isolante térmico, ação protetora sob as proteínas, fornece ácidos graxos essenciais (ômega-3 e ômega-6) e realiza o transporte das vitaminas A, D, E e K, que recebem o nome de lipossolúveis (justamente porque não são solúveis em água).

Após a digestão os lipídios recebem o nome de ácidos graxos, que recebem a classificação de: saturados (normalmente de fonte animal), insaturados (normalmente de fonte vegetal), que ainda são separados em monoinsaturados e poliinsaturados. É melhor consumir os ácidos graxos poliinsaturados pois estes são os famosos ômega-3 e ômega-6, que são considerados essenciais porque o corpo não produz, e só as conseguimos através da alimentação. Estão presentes nos óleos vegetais (menos no óleo de coco, azeite de dendê e de cacau), linhaça e sementes. A falta destes ácidos graxos podem trazer problemas a saúde.

Quase todos os tipos de gordura trazem algum benefício ao organismo, mas as gorduras:trans e interesterificada são extremamente maléficas, que não contem nenhum tipo de benefício. Principalmente a segunda gordura citada, estudos começam a apontar que esta gordura pode ter efeitos piores que a a gordura trans. Recomendo que fiquem de olho nas embalagens dos industrializados que forem comprar, pois já vi muitos com a gordura interesterificada. Muitos alimentos constam nos ingredientes que não contem gordura trans, é porque existe uma lei que contendo até 0.9g o produto pode ser considerado “sem” a tal gordura. Lembrando que o consumo máximo da gordura trans é de 2g/dia.

E por último há os esteróis, que é o colesterol. Este que não existe na alimentação vegana, pois todos os alimentos de origem vegetal são livres de colesterol. Tem uma importante ação no nosso organismo, ajuda na formação de hormônios, protege as membranas celulares e auxilia a absorção da vitamina D. Porém não há a necessidade de se preocupar, oorganismo sintetiza o colesterol, não havendo falta. Normalmente as pessoas tem excesso, o que pode causar grandes problemas.

Lembrando que a pirâmide recomenda de 1 à 2 porções por dia de gorduras, o que equivale a apenas 2 colheres (sopa) de azeite, por exemplo

Fonte: https://www.facebook.com/VEGetariANOSPortugueses

E OS MINERAIS?




POTÁSSIO (K) O potássio intervém na transmissão do influxo nervoso, na contracção muscular e no suporte da pressão sanguínea.
Após o esforço, é importante reconstituir as reservas de potássio privilegiando o consumo de frutos secos, sumo de fruta, frutos oleaginosos (ricos em potássio).

FÓSFORO (P) O fósforo intervém nos processos de utilização dos glúcidos e dos lípidos.
Uma alimentação equilibrada proporciona fósforo suficiente (gérmen de trigo e castanhas).

MAGNÉSIO (Mg) O magnésio intervém activamente em quantidade nos processos fisiológicos.
Consumir alimentos ricos em magnésio (cacau, chocolate, espinafres, produtos oleaginosos, soja, legumes secos, pão integral).
Deverá privilegiar as águas chamadas de "calcárias".
Cuidado com o consumo de café que aumenta as referidas perdas!

CÁLCIO (Ca) O cálcio tem acima de tudo uma função estrutural para o capital ósseo (renovação constante dos ossos), mas participa também na contracção muscular.
Um consumo adaptado de folhas verdes, nozes (3 vezes ao dia) permite preencher as necessidades de cálcio diárias
No entanto, convém ter cuidado com o consumo de determinados alimentos cujos componentes podem inibir a assimilação de cálcio.
Trata-se principalmente das fibras, proteínas, do álcool, do ácido oxálico (presente nas beterrabas vermelhas, nos espinafres, na azeda, na salsa, nos figos secos, no cacau, no chá, na cerveja…).

FERRO (Fe) O ferro permite transportar oxigénio dos pulmões para os tecidos através dos glóbulos vermelhos.
As carências de ferro devem-se essencialmente a um défice de ferro do aporte alimentar.
Logo, é preciso tomar decisões pertinentes relativamente aos alimentos ricos em ferro: folhas verdes, cereais integrais, feijões. O consumo de alimentos ricos em Vitamina C aumenta o seu aproveitamento, lentilhas, legumes secos, rebentos de soja, chocolate, produtos oleaginosos.
Os inibidores do ferro impedem ou reduzem consideravelmente a assimilação do ferro alimentar. O chá e o café são dois exemplos disso.
Em contrapartida, os activadores permitem obter o efeito inverso, como por exemplo, o sumo de laranja (graças à vitamina C).

Fonte: https://www.facebook.com/VEGetariANOSPortugueses

E AS VITAMINAS?




Vitamina A: vegetais vermelhos, laranjas ou amarelos, folhas verdes e frutas.
Vitaminas do complexo B: leveduras e cereais integrais, nozes.
Vitamina C: frutas frescas, verduras.
Vitamina D: produzida pelo próprio organismo quando exposto ao sol.
Vitamina E: óleos vegetais, cereais integrais.
Vitamina K: vegetais frescos e cereais integrais

http://universoalimentos2.blogspot.com/search/label/vitaminas

TUDO ou Quase tudo sobre VITAMINAS!

Saiba quais são as funções das vitaminas, o que o excesso e a falta de cada uma podem causar e em que alimentos são encontradas.

As vitaminas são um grupo de compostos orgânicos necessários apenas em quantidades mínimas na dieta, mas essenciais para reações metabólicas específicas do interior da célula e necessárias para o crescimento normal e para a manutenção da saúde. Várias delas agem como coenzimas ou como um grupo de enzimas responsáveis pela promoção de reações químicas essenciais.


VITAMINA A
Funções: visão, crescimento, desenvolvimento ósseo, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial (pele), imunidade, reprodução, anti-cancerígeno.
Fontes: óleo de dendê, cenoura, couve, espinafre, manteiga.
Deficiência: cegueira noturna, alterações cutâneas.
Excesso: dor e fragilidade óssea, hidrocefalia e vômitos em crianças, pele seca com fissuras, unhas frágeis, perda de cabelo, gengivite, anorexia, irritabilidade, fadiga, hepatomegalia e função hepática anormal, oscite e hipertensão portal.

VITAMINA B1 (ou TIAMINA)
Funções: respiração tecidual, metabolismo de corboidratos, gorduras e proteínas.
Fontes: nozes, levedo de cerveja, germe de trigo.
Deficiência: confusão mental, fraqueza muscular, instabilidade emocional, depressão, irritabilidade, perda de apetite, letargia,beri-beri (insuficiência cardíaca e manifestações nervosas).
Excesso: Não conhecido.

VITAMINA B2 (ou RIBOFLAVINA)
Funções: crescimento, produção de corticosteróides, formação das células vermelhas do sangue, gliconeogenese e atividade reguladora das enzimas tiróideas.
Fontes: hortaliças de folhas verdes, levedo de cerveja.
Deficiência: estomatite angular, lacrimejamento, queimação e coceira nos olhos, síndrome uro-genital.
Excesso: Não conhecido.

VITAMINA B3 ou PP (NIACINA)
Funções: componente de coenzimas relacionadas às enzimas respiratórias e vasodilatadoras.
Fontes: trigo integral, amendoim.
Deficiência: fraqueza muscular, anorexia, indigestão, pelagra, estomatite angular, língua vermelha, lesões dematológicas, perturbações mentais.
Excesso: formigamento e enrubecimento da pele, sensação de latejamento na cabeça.

VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOTÊNICO)
Funções: essencial para a digestão de carboidratos, gorduras e proteínas.
Fontes: presente em todos os vegetais.
Deficiência: dermatites, sensação de queimação, perda de apetite, náusea, indigestão, estresse.
Excesso: não se conhecem efeitos tóxicos sérios, mas a ingestão de grandes quantidades pode causar diarréia.

VITAMINA B6 (ou PIRIDOXINA)
Funções: imunidade celular, liberação de glicogênio hepático e muscular, diurético.
Fontes: cereais, pães integrais, banana, batata, abacate.
Deficiência: anormalidades no sistema nervoso central, retardo mental, convulsões, anemia hipocrônica.
Excesso: insônia.

VITAMINA B9 (ÁCIDO FÓLICO)
Funções: divisão celular e transmissão de traços hereditários, formação e maturação dos eritrócitos e leucócitos.
Fontes: espinafre, vegetais de folhas verdes, levedo de cerveja, cenoura.
Deficiência: diminuição do crescimento, anemia megaloblástica e outros distúrbios sangüíneos, glossites e distúrbios no tratogastrointestinal.
Excesso: interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas.

VITAMINA B12 (CIANOCOBALAMINA)
Funções: metabolismo celular, crescimento.
Fontes: origem animal
Deficiência: diminuição do crescimento, anemia e outros disturbios sanguíneos e distúrbios no trato gastrointestinal.
Excesso: interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas.

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO)
Funções: produção e manutenção do colágeno (integridade celular), cicatrização, absorção do ferro.
Fontes: frutas cítricas, hortaliças de folhas verdes, pimentão, tomate, batata.
Deficiência: fragilidade capilar, hemorragia, escorbuto.
Excesso: formação de cálculos de urato, cistina e oxalato (+ de 9 g/dia).

VITAMINA D
Funções: absorção, mobilização e reabsorção de cálcio e fosfato.
Fontes:luz solar.
Deficiência: raquitismo, osteomalácia.
Excesso: calcificação óssea excessiva, cálculos renais, calcificação metastática de partes moles (rins e pulmões), hipercalcemia, cefaléia, fraqueza, vômitos, náusea, constipação, poliúria, polidipsia.

VITAMINA E
Funções: antioxidante.
Fontes: germe de trigo, óleo de milho, sementes de algodão, girassol e soja, vegetais de folhas verdes, gema de ovo.
Deficiência: fragilidade muscular, deposição ceróide no músculo liso, creatinúria, hemólise, reabsorção fetal, atrofia testicular, anormalidades embrionárias, distrofia muscular, encefalomalácia e necrose hepática.
Excesso: efeito anticoagulante e prolongamento do tempo de coagulação sangüínea.

VITAMINA K
Funções: processo de coagulação sangüínea.
Fontes: vegetais de folhas verdes, nabo.
Deficiência: hemorragia.
Excesso: anemia hemolítica, hernicterus em crianças.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Alimentos que provocam Gases

Alguns alimentos podem provocam mais gases do que outros causando desconforto e constrangimento para os indivíduos com esse problema. Alguns exemplos de alimentos que provocam gases são:

 Feijão, repolho e couve;
 Brócolis, cebola e cenoura;
 Damascos e bananas;
 Soja, espinafre e rabanetes;
Cerveja e bebidas com gás.

Evitar o consumo desses alimentos ajuda a diminuir o problema dos gases, assim como beber bastante líquido.

Remédio natural contra gases

Um excelente remédio natural contra gases é o chá de funcho pois ele pode ajudar a controlar a fermentação durante a digestão, diminuindo a produção dos gases e o desconforto provocado.

Ingredientes:

1 colher de sementes de funho;
1 chávena de água fervente.
Modo de preparo:

Colocar as sementes de funcho junto à água fervente, esperar amornar, coar e tomar a seguir. Deve-se tomar este chá de 3 a 4 vezes por dia.

Caril de Grão



Ingredientes:

Uma cebola picada;
Duas latas de grão;
Uma lata de leite de coco;
Sal q.b.;
Azeite q.b.;
Caril q.b.;
Coentros.

Preparação:
Põe-se cebola a refogar no azeite. Junta-se o grão, depois o leite de coco e deixa-se evaporar um pouco. Tempera-se com pouco sal e caril em pó até ficar a gosto.
Picam-se os coentros na hora e juntam-se.

Fonte: http://eistoqueeucomo.blogspot.pt/2011/09/caril-de-grao.html

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

REPELENTE EFICAZ E BARATO

MUITO UTILIZADO POR PESCADORES

INGREDIENTES:
1/2 litro de alcool
1 pacote de cravo da Índia (100g)
1 vidro e óleo para nenéns (100ml)
MODO DE FAZER:
Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando , de manhã e a tarde. Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva doce, lavanda, aloe vera).
MODO DE USAR:
Passe uma gota no braço e nas pernas e o mosquito foge do cômodo.
O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, e espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar ovos e atrapalha a postura. Vai diminuindo a proliferação.



sábado, 1 de dezembro de 2012

COMPOTA DE FIGO


INGREDIENTES:
700 g de figos maduros
300 g de açúcar
1 chávena de café de vinho do porto
Casca de meio limão
1 pau de canela

PREPARAÇÃO - Tradicional:
Lave os figos, corte-os em quartos;
Coloque-os num tacho, adicione o açúcar, o vinho do porto, o pau de canela e a casca do limão;
Depois de levantar fervura, baixe o lume e deixe cozinhar lentamente mexendo de vez em quando para não pegar;
Quando estiver em ponto estrada ( quando depois de colocar um pouco de doce num prato e lhe passar a colher, se formar uma estrada);
Retire o pau de canela e as cascas do limão, coloque a compota em frascos esterilizados, feche os frascos e vire-os com a tampa para baixo - isto ajuda a criar um vácuo natural e ajuda a conservar o doce mais tempo.

https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture



peixinhos-da-horta


Os peixinhos-da-horta são um acompanhamento tradicional ou podem ser servidos simplesmente como petisco. O feijão-verde deve ser tenro e cozido em bastante água
 salgada.

Ingredientes:
250 g de feijão-verde comprido
Sumo de 1 limão
125 g de farinha de trigo
1 dl de vinho branco
1 dl de água fria
2 ovos inteiros
2 colheres de sopa de manteiga derretida
Óleo ou azeite, sal e pimenta q. b.

Preparação: 35 minutos
Confecção: 45 minutos
Receita para: 6 pessoas
Nutrientes por dose
Calorias: 264
Proteínas: 4,8 g
Gorduras: 19, 1 g (4 g de gorduras saturadas)
Hidratos de carbono: 19,1 g
Fibras: 1,6 g

Arranje o feijão-verde, retirando-lhe os fios. Num tacho com água a ferver temperada com bastante sal, coza o feijão-verde inteiro, mas não ponha a tampa. Escorra bem o feijão-verde e tempere-o com o sumo de limão.

Entretanto, faça o polme. Desfaça a farinha numa mistura do vinho branco e da água. Bata os ovos e deite-os nessa mistura. Junte a manteiga derretida e tempere com sal e pimenta a gosto, mexendo até ligar e obter uma mistura sem grumos.

Envolva no polme os feijões-verdes um a um, inteiros ou cortados ao meio no sentido do comprimento. Frite-os em óleo ou azeite bem quente até a massa endurecer e ganhar cor. Escorra os peixinhos-da-horta em papel de cozinha.

Fonte:
https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Enraizadores naturais, faça você mesmo!

Eis os enraizadores naturais que vocês podem fazer em casa:

Tiririca (Cyperus rotundus) - Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cyperus_rotundus
A tiririca é uma planta daninha conhecida e combatida por quase todos nós, afinal em quase todos os jardins ela aparece como uma erva daninha, mas o que poucos sabem é que ela é muito útil para fazer mudas. Suas folhas e tubérculos são muito ricos em fitormônios e por isso sendo usada para o enraizamento de estacas.

Como preparar o enraizador:
Bata no liquidificador ou em um pilão uma boa quantidade de tiririca com um pouco de água, de preferência filtrada ou fervida, e deixe as mudas dentro da solução durante 3 dias e em seguida plante, ou se preferir regue a muda no substrato com este suco. Se você conseguir uma quantidade suficiente de tubérculos da planta, use-os, são mais eficientes ainda do que as folhas. Você pode armazenar ele, mas desde que seja em um recipiente que não seja transparente, em um lugar escuro. Lembre-se, tem que ser a tiririca de verdade, pois existem muitas outras plantas com o mesmo nome mas de espécies diferentes e que não servem para tal fim.

Salgueiro-chorão (Salix babylonica) - Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salix_babylonica
O Salgueiro-chorão ou sisplesmente chorão, é uma árvore originária da Ásia muito usada na arborização de cidades e parques. Seus galhos caídos conotam tristeza, daí vem o nome chorão, e também é plantada em cemitérios pelo mesmo motivo. É uma árvore de porte médio, medindo de 20 à 25 metros e de curta longevidade mas de um crescimento muito rápido e vivaz. Cresce em virtualmente qualquer solo, apenas deve ser húmido, daí ser muito frequente na beira de lagoas de parques e também usada na drenagem de terrenos alagadiços.

Como preparar o enraizador:

Há 3 receitas:

1 - Bote alguns ramos novos em um copo dágua e deixe durante 1 ou 2 dias, e em seguida regue as mudas com essa água, repita o processo até as mudas criarem raízes. Os ramos de salgueiro criam raízes na água do copo depois de alguns dias, por isso não jogue fora os galhos enraizados, plante-os para você, já que é um pouco difícil encontrar a planta para usá-la.

2 - Pique uns ramos novos e faça um chá, e deixe esfriar de preferência na geladeira durante 24 horas. Deixe as mudas durante 1 noite mergulhadas no chá e em seguida coloque no substrato de enraizamento. Se quiser você pode pingar algumas gotas desse chá na base da muda, mas normalmente isso não é necessário. A muda demora de 7 à 10 dias para enraizar. Você pode conservar este chá por alguns dias na geladeira (não no congelador).

3 - Macere uma quantidade de ramos e folhas bem piladas em uma quantidade média de água. Deixe durante 2 ou 3 dias. Umas forma mais rápida e prática é batendo no liquidificador. Deixe as mudas durante 1 noite na solução e plante em seguida, se preferir pingue algumas gotas na base da muda, mas normalmente não é necessário.

Madresilva-do-japão (Lonicera japonica) - Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lonicera_japonica
A Lonicera japonica é uma bela planta trepadeira chamada erroneamente de Madresilva, seu nome popular mais correto é Madresilva-do-japão ou também Madresilva-da-china, por ser originária do Japão, Coréia, norte da China, Formosa e partes da Ásia. Devido à beleza de suas flores e por exalarem um doce aroma, é muito utilizada para fins ornamentais. É utilizada também como planta forrageira e na produção de mel, por atrair as abelhas.

Como preparar o enraizador:
Macere em um recipiente folhas e flores bem piladas com uma quantidade média de água, que cubra toda a massa verde, isto durante 3 dias. Você pode bater em um liquidificador se preferir, mais prático e rápido. Deixe as mudas 1 noite na solução e plante no dia seguinte, se preferir pingue algumas gotas na base da muda, pode ajudar.

Ainda em teste: Lêvedo de cerveja - Caso não der certo edito e apago este texto
O lêvedo de cerveja tem uma quantidade muito alta de vitaminas do complexo B, que nas plantas exercem função hormonal. É usado como complemento alimentar por pessoas com atividades físicas e mentais muito grandes (eu mesmo uso). Pode ser comprado e lojas de produtos naturais e mercados. A forma aqui usada é na forma de pó.

As vitaminas do complexo B são hormônios estimuladores da mitose, principalmente em células de raiz, fazendo o crescimento ser mais rápido. 

Teste realizado:
Peguei 3 estacas de Quaresmeira, uma planta arbustiva difícil de enraizar, e deixei durante 1 noite em um copo dágua e no dia seguinte passei a estaca no pó de levedo e botei em um substrato, ainda estou esperando o resultado. Se alguém poder testar com Cannabis, poste o resultado.
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Lembrando: Se você cortar os clones de Cannabis e usar os enraizadores naturais, deixe durante 1 noite em um local escuro mergulhados na solução, ajuda a hidratar as mudas e melhorar a absorção do enraizador. Use água filtrada ou fervida nos experimentos, se não tiver arrisque água de torneira mesmo, não importe se ela tiver cloro (até ajuda).

Bom galera isto é tudo (ufa!), se alguém poder testar a receita do lêvedo de cerveja poste aqui para ajudar.

Fonte: http://www.cannabiscafe.net/foros/showthread.php/114701-Enraizadores-naturais-fa%C3%A7a-voc%C3%AA-mesmo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CULTIVO DE COGUMELOS



Um dos guias mais famosos para o cultivo dos Cogumelos Mágicos é o The Magic Mushrooms Growers Guide ou MMGG, que não passa de uma adaptação do trabalho desenvolvido por um grupo americano chamado Psylocibe Fanaticus. Este guia pode ser encontrado com facilidade na Net (ver links) e é bastante completo e fácil de seguir.
Contudo, alguns de vocês podem achar chato ler aquela lengalenga toda, pois são mais de 80 páginas e alguns itens referidos, como a vermiculite (mineral semelhante a pequenas pedras porosas), são difíceis de obter. Para contornar estas dificuldades, fui desenvolvendo o meu próprio método, que é baseado no MMGG mas só utiliza materiais à venda em qualquer supermercado.
A taxa de sucesso pode ser muito alta, mas depende do cuidado tido na preparação dos frascos. De qualquer modo, aconselho a leitura do MMGG.

1. Material
Esporos de cogumelos - não estão à venda nos supermercados… vê nos links.
Arroz integral - de preferência de cultura biológica como o que se vende em lojas de produtos naturais ou nas respectivas secções de hipermercados.
Água destilada - pode usar-se água da torneira fervida, mas atrasa o crescimento do fungo.
Frascos de vidro com tampa de metal - como não é fácil encontrá-los novos, utilizo frascos de compota, maionese, salsichas ou outros. Os meus preferidos são os de compota de tampa larga da marca branca do Jumbo, porque a boca do frasco é a parte mais larga e dá para tirar o “bolo” inteiro sem partir o frasco. Mas como não gosto muito de compota, utilizo o que tiver à mão.
Panela grande - de preferência de pressão, mas pode ser normal desde que tenha tampa.
Recipiente para preparar a “massa” - deve ser de pirex para ser esterilizado no forno antes da preparação.
Álcool etílico - usar com abundância enquanto se preparam os frascos; convém ir esfregando as mãos e os acessórios que se utilizarem.
Seringa - uma de 10 c.c. é suficiente. Se não for possível utilizar uma nova, lava-a bem com água quente e detergente e enche-a com álcool, depois esvazia-a e deixa secar.
Agulha - deve ter cerca de 3/4 do tamanho do frasco maior. Se não for nova, lava-a por fora com álcool e coloca-a na seringa antes de esvaziares o álcool.
Areia - eu utilizo areia do rio crivada, de grão médio (2 a 4 mm ) e irregular, lavada num coador de cozinha, mas já tive bons resultados com areia vulcânica para Bonsai que comprei no Aki, só deixei de a usar porque é bastante cara.
Papel de alumínio - para fazer chapéus para os frascos e para colocar a areia no forno.
Moinho de café - se não tiveres um moinho de café é melhor comprares a farinha de arroz já moída, mas podes tentar com uma daquelas maquinetas de fazer a papa dos bebés.
Martelo e prego pequeno - para furar as tampas dos frascos.
Canivete ou faca pequena - para raspar a impressão de esporos.

2. Preparação
As quantidades dependem do número de frascos que vais preparar. Eu geralmente faço entre 4 a 6 frascos médios e para isso utilizo:
1/2 impressão de esporos
1 pacote de arroz integral
1 garrafa de água destilada
1 frasco de areia crivada e lavada

Coloca no forno o recipiente que vais usar na preparação da “massa” e liga-o a 200ºC durante 10 ou 15 minutos.
Ferve a água destilada durante o tempo em que o recipiente está no forno. Enche a seringa com 1 c.c. por frasco mais um ou dois para deitar fora.
Limpa o interior do moinho de café com álcool e tritura o arroz até ficar em farinha fina.
Lava bem os frascos e as tampas com água quente até não haver vestígios de sujidade ou cola dos rótulos. Faz quatro furos em cada tampa, a intervalos regulares e na periferia (como as 4 horas principais num relógio). Depois, passa os frascos por álcool e coloca-os no forno junto com a areia espalhada em papel de alumínio. Liga o forno a 150ºC durante 20 minutos.
Coloca a farinha no recipiente e deita-lhe toda a água que conseguir absorver, atenção que não pode haver água a mais. A mistura deve ficar grossa e pegajosa e não líquida como sopa.
Retira os frascos do forno e enche-os até um pouco mais de meio com a mistura. Lava bem o interior do frasco com um guardanapo humedecido em álcool para não deixar restos de farinha na parte de cima, isto é muito importante porque não pode ficar farinha acima da areia.
Deita em cada frasco uma camada de areia com 5 a 10 mm de espessura e fecha imediatamente a tampa.
Faz um chapéu em papel de alumínio para cada frasco de maneira a tapar os furos mas sem os selar. Com um alicate, segura os chapéus por cima de um bico do fogão até ficarem ao rubro e aplica-os nas tampas. Sem contar com a inoculação, estes chapéus já só vão ser retirados quando a colonização estiver completa, por isso devem estar firmes. Faz o mesmo a um pedaço maior de papel de alumínio para cobrir o canivete e a agulha enquanto não são utilizados.
Coloca novamente os frascos no forno (confirma que as tampas têm os furos!) durante 15 minutos a 100ºC.
Deita água da torneira na panela, de modo a que os frascos fiquem com água até metade da sua altura. Por causa disto a altura dos vários frascos não pode variar muito.
Tapa a panela e deixa ferver a água durante 10 minutos e depois coloca os frascos que retiraste do forno ainda quentes. Se a panela for de pressão, deixa ferver durante 50 minutos, se for normal, deixa ferver com tampa durante 1h 20m. Durante a fervura, confirma se a quantidade de água está correcta, não convém que a água chegue aos chapéus, mas também não pode ficar abaixo de metade de nenhum frasco.
Quando acabar o tempo, desliga o fogão e deixa a panela arrefecer com a tampa até à temperatura ambiente, o que pode levar várias horas.
Enquanto esperas, prepara a seringa.

3. Inoculação
Esteriliza o canivete no bico do fogão e embrulha-o no papel de alumínio para arrefecer. Se a agulha não for nova, coloca-a na seringa e aquece-a no fogão até ficar ao rubro, mas sem que aqueça demasiado tempo, pois pode derreter a base ou até o bico da seringa. Faz sair um pouco de água para a agulha arrefecer e embrulha-a no alumínio esterilizado.
Faz uma “cabana” em papel de alumínio tapada dos lados, por cima e atrás, de tamanho suficiente para preparares a seringa lá debaixo (15 x 20 x 15cm deve ser suficiente) e aquece-a no fogão para esterilizar. A “cabana” deve aguentar-se em pé na mesa onde vais preparar a inoculação. Tapa a boca com um lenço de pano lavado, lava as mãos com sabão e esfrega-as em álcool.
Lava bem uma colher de sobremesa e passa-a por álcool, deixa secar debaixo do alumínio e enche-a com água da seringa (à temperatura ambiente) e com o canivete raspa metade de uma impressão de esporos para a colher. Com a agulha da seringa, mexe bem para diluir os esporos e aspira-os novamente para a seringa.
Quando os frascos estiverem à temperatura ambiente, podes inoculá-los. Basta 1 c.c. por frasco, repartido pelos quatro furos e injectado a meio da mistura junto à parede do frasco. Antes de fazer isto não te esqueças de colocar os chapéus numa superfície limpa e virados para baixo e coloca-os nos frascos assim que acabes.

4. Manuseamento dos frascos
Guarda-os num sítio seco e sem correntes de ar. Eu utilizo uma caixa de cartão com a tampa entreaberta porque evita as correntes de ar e permite ver os frascos sem ter que lhes tocar, o que se deve evitar.
Depois de uma ou duas semanas já deves ver o fungo branco a colonizar o frasco, este tempo depende de muitos factores, mas se utilizaste arroz com fungicida ou água com muito cloro, a espera pode ser longa.
Se vires que um frasco está contaminado, deita-o imediatamente para o lixo. A contaminação pode ser por bolor na forma de machas ou pintas de cores variadas, geralmente cinzentas, pretas ou verdes, ou por bactérias que aparecem em aglomerados esbranquiçados e que por vezes dão à mistura o aspecto do queijo derretido e um cheiro desagradável. Tudo o que não estava lá antes e que não se pareça com algodão em rama é contaminação.
Quando o bolo tiver sido completamente colonizado ou quando vires que estão a surgir os primeiros cogumelos, está na altura de tirar a tampa (não o faças se vires que ainda há zonas por colonizar, por mais pequenas que sejam). Podes sacudir a areia com cuidado, mas não é preciso retirá-la toda porque os cogumelos conseguem furar essa camada.
Se o frasco tiver a boca mais larga que o resto, podes retirar o bolo com uma pancada, se não, podes partir o frasco ou então deixa tudo como está. O próximo passo é a colocação do bolo num recipiente para criar humidade próxima de 100%, necessária para o crescimento dos cogumelos.
Se optares por tirar o bolo do frasco, coloca-o numa garrafa de 1,5 l de água cortada ao meio, põe alguma água no fundo e um pedaço de plástico ou um copo de vidro invertido de maneira a que o bolo fique bem assente e não toque na água. Depois fecha bem o corte da garrafa com fita-cola e põe-lhe uma tampa tipo “sport” aberta na posição de beber. A ideia é criar humidade sem selar completamente a garrafa o que exigiria a abertura diária para a troca de gases.
No caso de não tirares o bolo do frasco, faz a mesma coisa, mas coloca o frasco directamente no fundo da garrafa. Como o fundo das garrafas de água não é liso, pode dar jeito utilizar papel de cozinha embebido em água de maneira a segurar o frasco.
Ao fim de algum tempo a água começa a cheirar mal e convém trocá-la, além de que é preciso recolher os cogumelos maduros, por isso é melhor deixar as coisas de maneira que abertura da garrafa não seja difícil. Eu utilizo uma única tira de fita-cola larga tipo tela, que é fácil de tirar e pode reutilizar-se.
Não te esqueças que os cogumelos não precisam de luz solar directa, mas sem luminosidade não se desenvolvem correctamente.

5. Recolha dos esporos
Para recolher os esporos é preciso cortar a cabeça de um cogumelo médio, antes de ele largar o anel de esporos. Isto deve ser feito com uma lâmina afiada e previamente esterilizada; um x-acto é o ideal. Depois coloca-se a cabeça virada para cima em metade de um pedaço de papel de alumínio esterilizado e tapa-se com a outra metade. Por fim, põe-se um saco de plástico com um peso ligeiro e plano em cima (pode ser uma chávena de café). Ao fim de um dia retira-se o peso, o plástico e a cabeça do cogumelo com uma lâmina ou uma agulha, de maneira a não tocar nos esporos. Mesmo nesta fase é importante ter cuidado com a contaminação porque não serve de nada ter muito cuidado na preparação dos frascos se depois utilizarmos esporos contaminados.
Por último, fecha bem o quadrado de papel de alumínio e guarda-o num sítio seco e fresco, se possível com uma saqueta de gel de sílica como as que vêm com as roupas.

6. Secagem dos cogumelos
Os cogumelos podem ser ingeridos frescos ou secos. Frescos sabem melhor, mas por vezes é preciso secá-los porque se estragam depressa. Para a secagem é preciso um tupperware grande que vede bem e um saco de carbonato de cálcio como o das recargas das caixinhas desumidificadoras que se vendem nas drogarias e nos hipermercados. Coloca-se o saco de desumidificador de um lado do tupperware e do outro, os cogumelos enrolados em papel higiénico de maneira a que não se toquem. Depois de 2 ou 3 dias estão secos como um palito.
Atenção: não se pode usar calor na secagem dos cogumelos porque perdem o efeito.

7. Consumo dos cogumelos
Eu não recomendo a ingestão de cogumelos considerados “não comestíveis”, mas cada um é livre de fazer o que entender. No caso de pretenderes consumi-los, experimenta primeiro com um pequeno e com o estômago vazio.
Há inúmeros sites na Net onde podes encontrar relatos de experiências com cogumelos de todos os tipos e sugestões para a sua utilização.