sábado, 26 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nova Era - New Age

O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos.

Espiritualidade
É uma teologia ou uma "filosofia de vida" de bem-estar, tolerância universal. A Nova Era realizará o que seu nome indica: “derramamento de água” ou “era de aquários” sobre o mundo, para simbolizar a vinda de um novo “espírito” ou “nova mentalidade”. Esta “nova mentalidade” provocará nos seres humanos uma expressão (ou "despertar") de consciência. Para auxiliar neste processo, algumas psicotécnicas também podem ser empregadas, tais como: Tarô, Yoga, Meditação, Mapa Astral, Gurus, Esoterismo, novas culturas, orações, jogo de Búzios, pirâmides, cristais, numerologia, Gnose, Acupuntura, Pacifismo, Rebieth, Channellins, Sincretismo, busca interior, livros de autoajuda, magia, predição, novo pensamento etc. e esta iluminação deverá possibilitar uma vida com menos dificuldades e menos problemas. A "Nova Era" não é vista por seus seguidores como uma religião propriamente dita, mas apresenta propostas de vida religiosa. Não é um movimento filosófico propriamente dito - pois não parte de construções racionais para justificar suas proposições -, mas tenta dar respostas (ditas) filosóficas a questões existenciais. Não é uma ciência, mas busca alicerçar-se em leis científicas (ou pseudocientíficas).

A “Era Cristã” é considerada, pelos adeptos da Nova Era, como a “Era de Peixes” (símbolo do zodíaco), porque, conforme a astrologia, as eras do zodíaco vão se sucedendo, durando cada uma em média 2.150 anos; atualmente, está terminando a de Peixes e deve começar, em breve, a Era de Aquarius. Para os seguidores da Nova Era, a de Peixes é identificada como era cristã, visto que o peixe era, para os primeiros cristãos, um símbolo de Jesus Cristo e do "Salvador", pois, devido às perseguições da época, torturas e prisões, eles não podiam divulgar o Evangelho abertamente.

Também existe o genêro musical New Age que, embora na sua origem não esteja relacionada diretamente com este movimento, acabou com o tempo por se correlacionar com ele, na medida em que recorre a sonoridades e arranjos harmónicos sugestivos, ou propiciadores de estados de espírito tranquilos e de comunhão com o Cosmo.

Política e religião
No âmbito religioso misturam também princípios filosóficos e místicos. Alguns instrumentos usados para esses fins são as pirâmides, filosofias orientais, energias cósmicas, cristais energéticos, amuletos, pensamentos positivos, esoterismo (cabala, horóscopo, mantra, mapa astral, Yoga, relaxamento, “ecologia”, aura em harmonia com o corpo, Yin Yang). Acredita-se que a humanidade, assim como todas as coisas, são UM (estão em unidade) com o Cosmos (ou "Deus"). Você mesmo assume-se como parte de Deus.

O oculto, o misterioso, o esoterismo, a astrologia, destino, medicina alternativa com filosofias, estrelas influenciando as nossas atitudes, livros de auto-ajuda... Tudo isso faz parte da Nova Era. Esse movimento se sustenta em 4 pilares (Subestrutura científica, O uso de “doutrinas” das religiões orientais, Nova Psicologia e Astrologia). Dentro do prisma da "Nova Era" está a uniformização, principalmente a do sistema econômico, as “leis” da globalização, como percebemos em nossos dias, estão envolvidas nesse processo.

Algumas pessoas, principalmente de religiões cristãs, afirmam que o movimento "Nova Era" não passa de uma fraude, a qual prepara o terreno para o surgimento do Anticristo, onde serão unificadas as religiões.

Crenças
Tipicamente, os new agers partilham de algumas, (não necessariamente de todas), das seguintes crenças que foram adotadas de outras filosofias a fim de completar sua propria ideologia:

1.Toda a Humanidade, - na verdade toda a vida, tudo no Universo. - é espiritual e está ligado entre si. Tudo participa da mesma Energia. Deus é o nome para esta ENERGIA.
2.Os seres espirituais (exemplo: anjos, guias espirituais, elementais, espíritos, extraterrestres, ...) existem. Podem nos guiar se nos dispusermos a ser por eles guiados.
3.A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "tu crias a tua própria realidade com a tua mente". No entanto isto é determinado por algumas leis espirituais (karma).
4.O indivíduo nasce na terra com um propósito. Tem a missão de aprender. A mais importante lição para aprender nesta vida é o Amor.
5.A morte não é o fim. Há vida em diferentes formas e dimensões. Uma vida depois da morte não existe nunca para nos punir mas para nos ensinar pelos mecanismos da Reencarnação e eventualmente pelas experiências de Quase Morte.
6.A Ciência e a Espiritualidade são em última análise harmonizáveis. As novas descobertas em Ciência, Teoria da Evolução, Mecânica Quântica entendidas de maneira acertada apontam para princípios espirituais.
7.Há uma coisa partilhada por todas as religiões, que a Intuição ou "ser guiado divinamente" é melhor para ser usado na nossa vida pessoal do que o racionalismo, o cepticismo ou o método científico. A ciência ocidental erradamente negligencia coisas como a parapsicologia, a meditação, e a saúde holística.
8.Há um núcleo místico de sabedoria em todas as religiões Orientais e Ocidentais. O dogma e a identidade religiosa não são importantes mas sim o conteúdo espiritual.
9.Há princípios místicos masculino/feminino nas coisas, que assim como no ying/yang só se completam na sua união.
10.As formas femininas da espiritualidade, incluindo imagens femininas do divino, são vistas como tendo sido subordinadas, escondidas pelas religiões tradicionais patriarcais. São divindades anteriores às religiões patriarcais. O renascimento do feminino é particularmente apropriado ao nosso tempo.
11.As antigas civilizações como a Atlântida devem ter existido deixando para trás certos monumentos (como As Pirâmides do Egipto, Stonehenge) cuja verdadeira natureza não foi descoberta pelos Historiadores mainstream.
12.Não há coincidências (Jung chamou a isso de Sincronicidade). Tudo à tua volta tem significado espiritual. E tudo te pode ensinar lições espirituais. As adversidades são lições de vida.
13.A mente tem poderes e capacidades escondidos que têm significado espiritual. Os sonhos e as experiências psíquicas são modos de as almas se expressarem.
14.Meditação, yoga, t'ai chi, e outras práticas orientais são válidas e devem ser desenvolvidas.
15.A comida que comes afecta-te a mente assim como o corpo. É preferível comer comida vegetariana. A carne tem por base a morte de animais, é por isso um alimento que tem dentro uma carga de violência.
16.Em rigor qualquer relação interpessoal tem potencial para desenvolvermos o nosso espírito.
17.Aprendemos nas relações com as outras pessoas passando a saber o que é que precisamos de desenvolver em nós próprios e quais forças temos que trazer aos outros para também os ajudar.
18.Todas as nossas relações vão ser repetidas até serem curadas, se necessário através de várias encarnações.
19.Como Almas que procura a unidade com o Todo o nosso objectivo último é o de Amar a toda a gente com quem temos contacto.
20.Certas localidades certos locais têm propriedades especiais de energia, esta pode ser energia feminina ou masculina. Esses locais são chamados de vortex (ou portais) e esses locais são considerados sagrados e têm propriedades curativas pelas populações ancestrais indígenas desses locais.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Era

sábado, 29 de janeiro de 2011

Menu de Outono

Aí está o Outono, época de recolher! Recolhem-se os cereais, as uvas, as castanhas…. É também a época em que nos apetece recolher, dias mais pequenos, mais frios, sabe bem o aconchego. E como em qualquer estação do ano, a boa mesa não falta. Nenhum sabor característico vai faltar nesta mesa de Outono.

As escolhas foram efectuadas tendo em conta as frutas e legumes da época, tornando-se assim, mais fácil, acessível, mais rico nutricionalmente e mais económico.

Este menu de Outono promete ser aconchegante, nutritivo e muito, muito saboroso… venha provar!

Bom apetite!



PEQUENO-ALMOÇO

MEIO-MANHÃ

ALMOÇO

LANCHE

JANTAR

SEGUNDA-FEIRA

Flocos de cevada, com leite de soja e nozes;
1 Maçã;

Sobremesa de soja de morango;
Bolinhos de canela;

Sopa de lentilhas;
Cataplana de seitan;
Sumo de fruta;
1 Laranja;

Pão integral com manteiga de amendoim;
Leite de arroz com café;

Creme de legumes;
Tofu grelhado com esparguete, molho de manjericão;
Salada;
2 Clementinas;

TERÇA-FEIRA

Pão centeio com manteiga vegetal;
Sumo de frutas (manga e laranja), hortelã;
1 Mão cheia frutos secos;

1 Iogurte soja de baunilha ;
Bolachas integrais;

Sopa abóbora;
Quiche de legumes;
Salada mista;
1 Romã;

Scones com doce de morango;
Chá de ervas;
1 Banana;

Sopa de repolho;
Jardineira de tofu;
Frutos secos;

QUARTA-FEIRA

Torradas com manteiga de soja;
Leite amêndoas com café;
1 Laranja;

Tostas de trigo integral com marmelada;
Chá de tília;

Sopa de castanhas;
Pizza de vegetais
Sumo de fruta
1 Pêra

1 Batido de frutas;
1 Pão integral com queijo soja de barrar;

Sopa camponesa;
Seitan assado com batatinhas e arroz. Molho de castanhas com maçã;
Salada mista;
1 Kiwi;

QUINTA-FEIRA

Panquecas com doce de tomate e canela, polvilhadas com amêndoas raladas;
Sumo de fruta (abacaxi e pêra);

Salada de frutas frescas e frutos secos;


Sopa de alho-francês;
Estufado de ervilhas com seitan;
Salada de beterraba, alface e canónigos;
Pudim de laranja (vegano);

1 Pão de centeio com manteiga soja;
1 Iogurte de soja;

Caldo verde vegetariano;
Caril de amendoins e cherovia*1;
Salada mista;
Pêra;

SEXTA-FEIRA

Broa de milho com manteiga vegetal;
Bebida de cereais;
Mão cheia de bagas goji;

Bolachas de trigo integral;
Chá de erva-cidreira;

Minestrone;
Tofu com natas;
Salada mista;
Abacaxi;

Papas de trigo integral com iogurte de soja de sabor morango;
1 Laranja;

Sopa de brócolos (1 colher sopa gérmen de trigo);
Rojões de seitan com castanhas;
Salada alface, couve roxa, rúcula e cebola;
Salada de frutas;

SÁBADO

Papas de aveia, com leite soja e frutos secos (nozes e amêndoas);

1 fatia bola de azeite transmontana *2;
1 Café de cevada;
1 Maçã;

Sopa de feijão com couve lombarda;
Tomates na grelha;
Seitan panado com massa integral e legumes;

1 fatia de pão alemão com manteiga de amendoim;
1 Bebida de cereais;

Creme de chuchus;
Estufado de legumes, com arroz de ervilhas e cogumelos frescos grelhados;
Pudim de manga (vegano);

DOMINGO

Croissant com queijo de soja de barrar;
Sumo de laranja e cenoura;
Frutos secos .

1 fatia pão mistura com doce de cereja;
Chá de rooibos.

Sopa de curgete com estrelinhas, 1 colher sopa levedura de cerveja;
Feijoada com seitan e tofu;
Mousse de framboesas .

Crepe vegano com puré de morango e fruta fresca;
Café com leite de soja de sabor baunilha;

Sopa de couve-flor com nozes;
Tempura de legumes;
Massa chinesa com algas e legumes;
Gelado de soja.


Sugestão: Podemos adicionar às sopas, papas, sumos, iogurtes e ao leite, levedura de cerveja, gérmen trigo diariamente, de forma a enriquecer os nossos pratos com vitaminas e minerais.

cherovia*1 - é um tubérculo, também conhecido por pastinaca, muito utilizado na zona da Serra da Estrela, beneficiando do clima dessa área geográfica. Usado como hortaliça, semelhante à cenoura na sua forma e no sabor com o nabo. Uma alternativa bem portuguesa que vale a pena conhecer.

Bola de azeite transmontana*2 - receita incluída na edição anterior da revista do Centro Vegetariano e no site.

A maioria das receitas sugeridas no menu podem encontrar-se em http://www.centrovegetariano.org/receitas ou pesquisando na Internet. Os ingredientes apresentados estão actualmente acessíveis em praticamente todos os supermercados. Podem ainda encontrá-los em lojas de produtos naturais, ervanárias ou lojas online.

Fonte: http://www.centrovegetariano.org

Pinhões, sementes nutritivas da época fria

Os pinhões mais comuns em Portugal no Outono e Inverno são sementes de pinheiro manso (Pinus Pinea) que se formam dentro de uma pinha, que se vai abrindo e libertando os pinhões dentro de uma casca dura conforme amadurece. Em passeios pelo campo encontram se facilmente pinhas já caídas da árvore que se podem transportar para casa e deixar abrir ou mesmo colocar bem perto de uma lareira ou no forno durante algum tempo para extrair os pinhões, praticamente sem custos, ao contrário dos comercializados já descascados que rondam cerca de 40 e 60 euros por quilograma.

Como os restantes frutos secos/sementes, os pinhões são bastante nutritivos, pelo que devem fazer parte de uma alimentação variada; no entanto o consumo deve ser moderado devido à riqueza em gorduras, ainda que insaturadas. Contêm também magnésio, cálcio, fibra e proteína, vitaminas do grupo B, PP, C e cálcio. As quantidades de fósforo e o potássio são as que mais se evidenciam neste alimento sempre presente nas celebrações natalícias portuguesas, sendo consumido simples, muito frequentemente em doçaria (bolos, doces de colher, pastéis, chocolates, gelados, biscoitos) e muitas vezes em pratos principais, saladas, pães, levemente torrados ou assados em recheios, molhos, etc.
O pinhão é também conhecido por controlar o apetite (é a única fonte natural de ácido pinolénico, responsável por estimular a secreção da hormona intestinal CCK—colecistocinina— que comunica ao cérebro a saciedade), por favorecer a saúde coronária e hepática (a gordura monoinsaturada combate o colesterol e protege as artérias enquanto que o ácido oléico ajuda o fígado a expelir triglicerídeos prejudiciais ao organismo), e por ter características antioxidantes.
Deve ser bem mastigado e consumido num curto espaço de tempo, pois a gordura desta semente tem tendência a estragá-la rapidamente.

Fonte: http://www.centrovegetariano.org/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mãe, o que aconteceria se não existissem pessoas negras no mundo?

Essa é a história de um garoto chamado Theo que acordou um dia e perguntou a sua mãe: "Mãe, o que aconteceria se não existissem pessoas negras no mundo?"
Sua mãe pensou por um momento e então falou: "Filho, siga-me hoje e vamos ver como seria se não houvesse pessoas negras no mundo". E, então, disse: "Agora vá se vestir e nós começaremos".
Theo correu para seu quarto e colocou suas roupas e sapatos.
Sua mãe deu uma olhada nele e disse: "Theo, onde estão seus sapatos?
E suas roupas estão amassadas, filho, preciso passá-las".
Mas quando ela procurou pela tábua de passar, ela não estava mais lá. Veja, Sarah Boone, uma mulher negra, inventou a tábua de passar roupa.
E Jan E. Matzelinger, um homem negro, inventou a máquina de colocar solas nos sapatos.
"Então... - ela falou - Por favor vá e faça algo em seu cabelo."
Theo decidiu apenas escovar seu cabelo, mas a escova havia desaparecido.
Veja, Lydia O. Newman, uma mulher negra, inventou a escova.
Ora, essa foi uma visão...  nada de sapatos, roupas amassadas, cabelos desarrumados.
Mesmo o cabelo da mãe, sem as invenções para cuidar do cabelo feitas por Madame C. J. Walker... Bem, vocês podem vislumbrar...
A mãe disse a Theo: "Vamos fazer nossos trabalhos domésticos e, então, iremos ao mercado".
A tarefa de Theo era varrer o chão. Ele varreu, varreu  e varreu.
Quando ele procurou pela pá de lixo, ela não estava lá.
Lloyde P. Ray, um homem negro, inventou a pá de lixo. 
Ele decidiu, então, esfregar  o chão, mas o esfregão tinha desaparecido.
Thomas W. Stewart, um homem  negro, inventou o esfregão.
Theo gritou para sua mãe: "Não estou tendo nenhuma sorte!"
Ela responde:
"Bem, filho, deixe-me terminar de lavar estas roupas e prepararemos a lista do mercado". Quando a lavagem estava finalizada, ela foi colocar  as roupas na secadora, mas ela não estava  lá.
Acontece que George T. Samon, um homem negro, inventou a secadora de roupas.
A mãe pediu a Theo que pegasse papel e lápis para fazerem a lista do mercado. Theo correu para buscá-los, mas percebeu que a ponta do lápis estava quebrada.
Bem... ele estava sem sorte, porque John Love, um homem negro, inventou o apontador de lápis.
A mãe procurou por uma caneta, mas ela não estava lá, porque William Purvis, um homem negro, inventou a caneta-tinteiro.
Além disso, Lee Burridge inventou a máquina de datilografia e W. A. Lovette, a prensa de impressão avançada.
Theo e sua mãe decidiram, então, ir direto para o mercado. Ao abrir a porta, Theo percebeu que a grama estava muito alta.
De fato, a máquina de cortar grama foi inventada por um homem negro, John Burr.
Eles se dirigiram para o carro, mas notaram que ele simplesmente não sairia do lugar.
Isso porque Richard Spikes, um homem negro, inventou a mudança automática de marchas e Joseph Gammel inventou o sistema de supercarga para os motores de combustão interna.
Eles perceberam que os poucos carros que estavam circulando, batiam uns contra os outros, pois não havia sinais de trânsito. Garret A. Morgan, um homem negro, foi o inventor do semáforo.
Estava ficando tarde e eles, então, caminharam para o mercado, pegaram suas compras e voltaram para casa. Quando eles iriam guardar o leite, os ovos e a manteiga, eles notaram que a geladeira havia desaparecido.
É que John Standard, um homem negro, inventou a geladeira.
Colocaram, assim, as compras sobre o balcão.
A essa hora Theo começou a sentir bastante frio.  Sua mãe foi ligar o aquecimento. Acontece que Alice Parker, uma mulher negra, inventou a fornalha de aquecimento.
Mesmo no verão eles não teriam sorte, pois Frederick Jones, um homem negro, inventou o ar condicionado.
Já era quase a hora em que o pai de Theo costumava chegar em casa.
Ele normalmente voltava de ônibus.
Não havia, porém, nenhum ônibus, pois seu precursor, o bonde elétrico, foi inventado por outro homem negro, Elbert R. Robinson.
Ele usualmente pegava o elevador para descer de seu escritório, no vigésimo andar do prédio, mas não havia nenhum elevador, porque um homem negro, Alexander Miles, foi o inventor do elevador.
Ele costumava deixar a correspondência do escritório em uma caixa de correio próxima ao seu trabalho, mas ela não estava mais lá, uma vez que foi Philip Downing, um homem negro, o inventor da caixa de correio para a colocação de cartas e William Berry inventou a máquina de carimbo e de  cancelamento postal.
Theo e sua mãe sentaram-se na mesa da cozinha com as mãos na cabeça.
Quando o pai chegou, perguntou-lhes: "Por que vocês estão sentados no escuro?". A razão disso? Pois Lewis Howard Latimer, um homem negro, inventou o filamento de dentro da lâmpada elétrica.
Theo havia aprendido rapidamente como seria o mundo se não existissem as pessoas negras. Isso para não mencionar o caso de que pudesse ficar doente e necessitar de sangue. Charles Drew, um cientista negro, encontrou uma forma  para preservar e estocar o sangue, o que o levou a implantar o primeiro banco de sangue do mundo.
E se um membro da família precisasse de uma cirurgia cardíaca?
Isso não seria possível sem o Dr. Daniel Hale Williams, um médico negro, que executou a primeira cirurgia aberta de coração.
Então, se você um dia imaginar como Theo, onde estaríamos agora sem os Negros?
Bem, é relativamente fácil de ver. Nós ainda estaríamos na ESCURIDÃO.

Autor desconhecido ou ignorado

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CÓDIGO DE ÉTICA DO YÔGIN

INTRODUÇÃO
Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.


I. AHIMSÁ
• A primeira norma ética milenar do Yôga é o ahimsá, a não-agressão. Deve ser entendido lato sensu.
• O ser humano não deve agredir gratuitamente outro ser humano, nem os animais, nem a natureza em geral.
• Não deve agredir fisicamente, nem por palavras, atitudes ou pensamentos.
• Permitir que se perpetre uma agressão, podendo impedi-la e não o fazendo, é acumpliciar-se no mesmo ato.
• Derramar o sangue dos animais ou infringir-lhes sofrimento para alimentar-se de suas carnes mortas constitui barbárie indigna de uma pessoa sensível.
• Ouvir uma acusação ou difamação e não advogar em defesa do acusado indefeso por ausência constitui confissão de conivência.
• Mais grave é a agressão por palavras, atitudes ou pensamentos cometida contra um outro praticante de Yôga.
• Inescusável é dirigir tal conduta contra um professor de Yôga.
• Sumamente condenável seria, se um procedimento hostil fosse perpetrado por um professor contra um de seus pares.

Preceito moderador:
A observância de ahimsá não deve induzir à passividade. O yôgin não pode ser passivo. Deve defender energicamente os seus direitos e aquilo em que acredita.

II. SATYA
• A segunda norma ética do Yôga é satya, a verdade.
• O yôgin não deve fazer uso da inverdade, seja ela na forma de mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um fato, seja na de omissão perante uma dessas duas circunstâncias.
• Conseqüentemente, ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão grave quanto passá-los adiante.
• O boato mais grave é aquele que foi gerado com boa-fé, por falta de atenção à fidelidade do fato comentado, já que uma inverdade dita sem más intenções tem mais credibilidade.
• Emitir comentários sem o respaldo da verdade, sobre fatos ou pessoas, expressa inobservância à norma ética.
• Praticar ou transmitir uma versão inautêntica de Yôga constitui exercício da inverdade.
• Exercer o ofício de instrutor de Yôga sem ter formação específica, sem habilitação mediante avaliação de autoridade competente ou sem a autorização do seu Mestre, constitui ato ilegítimo.

Preceito moderador:
A observância de satya não deve induzir à falta de tato ou de caridade, sob o pretexto de ter que dizer sempre a verdade. Há muitas formas de expressar a verdade.


III. ASTÊYA
• A terceira norma ética do Yôga é astêya, não roubar.
• O yôgin não deve se apropriar de objetos, idéias, créditos ou méritos que sejam devidos a outrem.
• É patente que, ao fazer uso em aulas, em entrevistas a órgãos de comunicação e em textos escritos ou gravados de frases, definições, conceitos, métodos ou símbolos de outro professor, seu autor seja sempre honrado através de citação e/ou direito autoral, conforme o caso.
• Desonesto é prometer efeitos que o Yôga não pode proporcionar, bem como acenar com benefícios exagerados, irreais ou mirabolantes e, mormente, curas de qualquer natureza: física, psíquica ou espiritual.
• Um professor de Yôga não deve roubar alunos de outro professor.
• Em decorrência disso, será antiético um professor instalar-se para dar aulas nas proximidades de outro profissional da mesma linha de trabalho, sem consultá-lo previamente.
• Considera-se desonesto o professor cobrar preços vís, pois, além de desvalorizar a profissão, estará roubando o sustento aos demais professores que dedicam-se exclusivamente ao Yôga e precisam viver com dignidade e sustentar suas famílias como qualquer outro ser humano.
• Tal procedimento estaria, ademais, roubando da Humanidade o patrimônio cultural do Yôga, já que só poderia ministrá-lo a preços ignóbeis quem tivesse uma outra forma de sustento e, portanto, não se dedicasse a tempo integral ao estudo e auto-aprimoramento nessa filosofia de vida, o que culminaria numa gradual perda de qualidade até sua extinção total.

Preceito moderador:
A observância de astêya não deve induzir à recusa da prosperidade quando ela representar melhor qualidade de vida, saúde e cultura para o indivíduo e sua família. Contudo, a opulência é um roubo tácito.


IV. BRAHMÁCHARYA
• A quarta norma ética do Yôga é brahmácharya, a não-dissipação da sexualidade.
• Esta norma recomenda total abstinência de sexo aos adeptos do Yôga Clássico e de todas as correntes não-tântricas.
• O yama brahmácharya não obriga o celibato nem a abstinência do sexo para os yôgins que seguirem a linha tântrica.
• A sexualidade se dissipa pela prática excessiva de sexo com orgasmo.
• O yôgin ou yôginí que tiver conquistado progressos em sua qualidade de energia mediante as práticas e a observância destas normas, deverá preservar sua evolução, evitando relações sexuais com pessoas que não se dediquem ao mesmo ideal de saúde e purificação.

Preceito moderador:
A observância de brahmácharya não deve induzir ao moralismo, puritanismo, nem ao distanciamento ou à falta de afeto entre as pessoas, nem como pretexto para furtar-se ao contato íntimo com seu parceiro ou parceira conjugal.


V. APARIGRAHA
• A quinta norma ética do Yôga é aparigraha, a não-possessividade.
• O yôgin não deve ser apegado aos seus bens e, ainda menos, aos dos demais.
• Muitos dos que se "desapegam" estão apegados ao desejo de desapegar-se.
• O verdadeiro desapego é aquele que renuncia à posse dos entes queridos, tais como familiares, amigos e, principalmente, cônjuges.
• Os ciúmes e a inveja são manifestações censuráveis do desejo de posse de pessoas e de objetos ou realizações pertinentes a outros.

Preceito moderador:
A observância de aparigraha não deve induzir à displicência para com as propriedades confiadas à nossa guarda, nem à falta de zelo para com as pessoas que queremos bem.


VI. SAUCHAN
• A sexta norma ética do Yôga é sauchan, a limpeza.
• O yôgin deve ser purificado tanto externa quanto internamente.
• O banho diário, a higiene da boca e dos dentes, e outras formas comuns de limpeza não são suficientes. Corporalmente, é necessário proceder à purificação dos órgãos internos e das mucosas, mediante as técnicas do Yôga.
• De pouca valia é lavar o corpo por fora e por dentro se a pessoa ingere alimentos com elevadas taxas de toxinas e impurezas tais como as carnes de animais mortos que entram em processo de decomposição logo depois da morte.
• Da mesma forma, cumpre que o yôgin não faça uso de substâncias intoxicantes, que gerem dependência explícita ou que alterem o estado da consciência, ainda que tais substâncias sejam naturais.
• Aquele que só trata da higiene física não está cumprindo sauchan. Esta recomendação só está satisfatoriamente interpretada quando se exerce a prática da limpeza interior. Ser limpo psíquica e mentalmente constitui requisito imprescindível.
• Ser limpo interiormente compreende não alimentar seu psiquismo com imagens, idéias, emoções ou pensamentos intoxicantes, tais como tristeza, impaciência, irritabilidade, ódio, ciúmes, inveja, cobiça, derrotismo e outros sentimentos inferiores.
• Finalmente, esta norma atinge sua plenitude quando a limpeza do yôgin reflete-se no meio ambiente, cujas manifestações mais próximas são sua casa e seu local de trabalho.

Preceito moderador:
A observância de sauchan não deve induzir à intolerância contra aqueles que não compreendem a higiene de forma tão abrangente.


VII. SANTÔSHA
• A sétima norma ética do Yôga é santôsha, o contentamento.
• O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações.
• O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade.
• O instrutor de Yôga deve manifestar constante contentamento em relação aos seus colegas e expressar isso através da solidariedade e apoio recíproco.
• Discípulo é aquele que cultiva a arte de estar contente com o Mestre que escolheu.

Preceito moderador:
A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.


VIII. TAPAS
• A oitava norma ética do Yôga é tapas, auto-superação.
• O yôgin deve observar constante esforço sobre si mesmo em todos os momentos.
• Esse esforço de auto-superação consiste numa atenção constante no sentido de fazer-se melhor a cada dia e aplica-se a todas as circunstâncias.
• O cultivo da humildade e o da polidez constituem demonstração de tapas.
• Manter a disciplina da prática diária de Yôga é uma manifestação desta norma. Preservar-se de uma alimentação incompatível com o Yôga faz parte do tapas. Conter o impulso de expressar comen-tários maldosos sobre terceiros também é compreendido como correta interpretação desta observância.
• A seriedade de não mesclar com o Yôga sistemas, artes ou filosofias que o conhecimento do seu Mestre desaconselhar, é tapas.
• A austeridade de manter fidelidade e lealdade ao seu Mestre constitui a mais nobre expressão de tapas.
• Tapas é, ainda, a disciplina que respalda o cumprimento das demais normas éticas.

Preceito moderador:
A observância de tapas não deve induzir ao fanatismo nem à repressão e, muito menos, a qualquer tipo de mortificação.



IX. SWÁDHYÁYA
• A nona norma ética do Yôga é swádhyáya, o auto-estudo.
• O yôgin deve buscar o autoconhecimento mediante a observação de si mesmo.
• Esse auto-estudo também pode ser obtido através da concentração e meditação. Será auxiliado pela leitura de obras indicadas e, na mesma proporção, obstado por livros não recomendados pelo orientador competente.
• O convívio com o Mestre é o maior estímulo ao swádhyáya.
• O auto-estudo deve ser praticado ainda mediante a sociabilidade, o alargamento do círculo de amizades e o aprofundamento do companheirismo.

Preceito moderador:
A observância de swádhyáya não deve induzir à alienação do mundo exterior nem à adoção de atitudes que possam levar a comportamentos estranhos ou que denotem desajustes da personalidade.

X. ÍSHWARA PRANIDHÁNA
• A décima norma ética do Yôga é íshwara pranidhána, a auto-entrega.
• O yôgin deve estar sempre interiormente seguro e confiante em que a vida segue o seu curso, obedecendo a leis naturais e que todo esforço para a auto-superação deve ser conquistado sem ansiedade.
• Durante o empenho da vontade e da dedicação a uma empreitada, a tensão da expectativa deve ser neutralizada pela prática do íshwara pranidhána.
• Quando a consciência está tranqüila por ter tentado tudo e ainda assim não se haver conseguido o resultado ideal; quando a pessoa está literalmente impossibilitada de obter melhores conseqüências, esse é o momento de entregar o fruto das suas ações a uma vontade maior que a sua, cujos desígnios muitas vezes são incompreensíveis.

Preceito moderador:
A observância de íshwara pranidhána não deve induzir ao fatalismo nem à displicência.


CONCLUSÃO
O amor e a tolerância são pérolas que enriquecem os mandamentos da nossa ética.
Que este Código não seja causador de desunião.
Não seja ele usado para fins de patrulhamento ideológico, discrimi-nação, manipulação nem perseguição.
Nenhuma penalidade seja imposta por nenhum grupo aos eventuais descumpridores destas normas. A eles lhes bastará a desventura de não usufruir do privilégio de vivenciá-las.


Fonte:
Elaborado pelo Mestre DeRose
inspirado no Yôga Sútra de Pátañjali.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Prana

Prana é uma palavra de origem indiana que quer dizer Energia Absoluta ou Universal, e seu utilizadores afirmam que este elemento é indispensável a todas as formas de vida.

Segundo as escrituras hindus, a Criação (Universo) é composta por matéria, energia e mente. O Prana corresponderia ao conjunto de todas as energias existentes, manifestadas ou não.

O conceito de Prana possui diferentes nomes em diferentes culturas, podendo ser encontrado similaridades com a Energia Vital, Energia da Vida, Bioenergia, Chi (para os chineses), Ki (para os japoneses), etc.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre